Novo reitor quer informatizar todos os processos da UFF

Wellington Serrano –

Em processo de transição na Universidade Federal Fluminense (UFF) após vencer a eleição, o professor de medicina Antônio Cláudio Lucas da Nóbrega, de 52 anos, tem orgulho em dizer que foi admitido por concurso público no ano seguinte na instituição. Acadêmico e pesquisador, o reitor, em sua primeira entrevista depois de eleito, diz que vai trabalhar ainda mais com a Fisiologia do Exercício, na qual desenvolve pesquisas sobre as respostas e adaptações do organismo sobre os exercícios físicos em pessoas sadias ou com diferentes doenças, principalmente cardiovasculares.

“Estou na UFF desde 1990. Se somar o meu tempo aqui de aluno e professor tenho 35 anos de atuação na Universidade”, disse.

Ao longo de sua carreira na UFF, além do trabalho no laboratório de ciência do exercício e na sala de aula, Nóbrega trabalhou no Hospital de Cardiologia. Entre os cargos de gestão na Universidade foi chefe de departamento, coordenador do mestrado, doutorado, pró-reitor em pesquisa e pós-graduação na época do projeto Reuni, em que ajudou o desenvolvimento acadêmico da UFF fora e dentro do Brasil.

Segundo Antônio Cláudio, como vice-reitor acumulou uma experiência importante de administração central e também de organização da gestão, que se tornou obrigatório diante da crise orçamentária e financeira que a universidade passou.

“A UFF precisa consolidar o seu crescimento, particularmente no processo de interiorização. Estamos num processo de expansão importante, mas o congelamento do orçamento impõem dificuldade para isso, para os alunos com vulnerabilidade socieconômica e também para o fomento dos projetos acadêmicos que são em ordem de grandeza em centenas e de alto nível que a UFF tem. De fato este é um desafio grande”, disse o reitor eleito.

Para dar eficiência a Universidade Nóbrega diz que vai continuar com o trabalho de mapeamento de processos.

“Temos que saber por onde as informações correm administrativamente. Isso é uma ferramenta de gestão das grandes organizações mas que a UFF com seu processo de amadurecimento institucional ainda não tinha incorporado. Ela cresceu academicamente e temos essa oportunidade que temos feito”, disse.

Saindo de um discurso conceitual para a prática, Nóbrega explica que todos os processos da UFF deixarão de ser em papel e passarão a ser eletrônico, através do Sistema Eletrônico da Informação (SEI).

“Quem tem uma demanda para ter um resultado final, como por exemplo, a solicitação de um diploma, de férias de um funcionário, licença ou alguém de fora precisa de uma segunda via de um certificado, tudo isso agora será eletrônico. Logo nos primeiros 20 processos digitalizados tivemos uma economia de 30 mil folhas de papel, isso dá agilidade, transparência e sustentabilidade ambiental. E por um aplicativo de celular o indivíduo que é do interior não precisa mais vir aqui tudo é feito online”, realçou.

Ele disse que vai ampliar as cooperações para viabilizar os projetos acadêmicos.

“Estamos em conversa com a Enel para implantação de energias renováveis com célula fotovoltaica para substituição de toda matriz energética da UFF e vamos operar projetos ambientais nos portos de todo o país. Nossa intenção é dar folego as nossas competências através das cooperações que é uma visão mais em rede de uma UFF mais aberta e interativa com a sociedade”, disse.

Segundo Nóbrega, a Prefeitura de Niterói, através da Fundação Municipal de Meio Ambiente, já encomendou a UFF que faça um Plano de Logística Sustentável do município.

“Vamos dar todo arcabouço de como a cidade vai funcionar como um todo de maneira sustentável, economizando, diminuindo impactos ambiental, fazendo compras inteligentes, priorizando empresas que tenha ações de sustentabilidade ambiental e reaproveitamentos. Isso mostra que a inteligência da UFF tem utilidade para a sociedade de modo geral”, afirmou.

Na sua gestão Nóbrega disse que implantar cases de sucesso de outras universidades.

“Isso vem da nossa experiência pessoal, mas agora quero dar organização. Tenho essa característica e vou sempre buscar no sistema de universidades federais os aperfeiçoamentos. A área de Comunicação é que vai identificar as referências nas universidades do Brasil e vamos programar essas visitas. Dentro desta avaliação quero desenvolver a área de compras, de gestão de pessoas e manutenção preventiva e corretiva das estruturas da UFF”, explicou o novo reitor.

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