Novo panorama eleitoral gera incertezas para Eduardo Paes

No teste de 2018 quando estava no auge da popularidade elevada pela Olimpíadas de 2016, Eduardo Paes conseguiu partir para o segundo turno quando os ventos tocavam espalhando o “mito Bolsonaro”, mas deixando boa margem para os demais oito candidatos à governança fluminense que não aceitavam o candidato do então PSL.

A próxima eleição não terá a predominância de uma figura como Wilson Witzel como expressão da união bolsonarista, favorecida com 41,25% dos votos no primeiro turno. Favorecido pela alternativa do momento, Eduardo Paes ficou no segundo lugar com 19,56 % da preferência dos fluminenses.

No segundo turno, Witzel ampliou sua votação com mais 18% de apoio, enquanto Eduardo Paes dobrou a sua aceitação, com mais 20,5%.

O político carioca tornou-se a opção para os demais votantes em candidatos não bolsonaristas. Ficaram ao seu lado, Romário (Podemos), Pedro Fernandes (PDT), Índio Costa (PSD) e Márcia Tiburi (PT), esta com seus modestos 447 mil votos ante o apagar das luzes para o seu partido.

Estes somaram, no primeiro turno, dois milhões de votos contra 1,5 milhão de Eduardo Paes.

Petrobras encontra petróleo em poço na Bacia de Santos

A Petrobras anunciou na sexta-feira ter identificado a presença de petróleo em um poço do bloco Aram, na camada pré-sal da Bacia da Santos. Nomeado de Curaçao, o poço está localizado há 240 quilômetros da costa da cidade de Santos, em uma profundidade d’água de 1.905 metros.

“O intervalo portador de petróleo foi constatado por meio de perfis elétricos e amostras de fluido, que serão posteriormente caracterizados por meio de análises de laboratório. Esses dados permitirão avaliar o potencial e direcionar as próximas atividades exploratórias na área”, informou em nota a estatal.

A Bacia de Santos é uma bacia sedimentar marítima que se estende desde o litoral sul do estado do Rio de Janeiro até o norte do estado de Santa Catarina. Nessa área, estão localizados diferentes campos com importantes reservas na camada pré-sal.

O bloco Aram é explorado por meio de um consórcio no qual a Petrobras detém 80% de participação e a chinesa CNODC responde pelos outros 20%. Ele foi adquirido sob o regime de partilha em março de 2020, na 6ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a Petrobras, o consórcio irá continuar as operações para concluir o projeto de perfuração do poço Curaçao, o que permitirá verificar a extensão da nova descoberta e caracterizar as condições dos reservatórios encontrados. Segundo a estatal, a descoberta mostra o sucesso da estratégia adotada, fortemente baseada em inovações tecnológicas e com a máxima utilização dos dados processados e em tempo real, o que permite a tomada de decisões de forma ágil e segura.

Vai ou não vai?

O exemplo de 2018 é causa de preocupação para Eduardo Paes definir se será candidato mesmo despontando como líder nas pesquisas, com a preferência manifestada por 24% dos entrevistados.

No pleito passado ele representava a imagem do bom administrador e a opção contra o radicalismo, especialmente o temor popular diante dos fracos candidatos identificados como esquerdistas ou aliados a seguidores de Lula, que estava preso.

O governador na época era Luiz Fernando Pezão, três vezes afastado e preso em novembro do ano eleitoral. Sucessor de Sérgio Cabral, Pezão havia derrotado Marcelo Crivella, do PRB.

Agora cabe a Eduardo Paes mensurar os nomes prováveis para a disputa no segundo turno de 2022.

No páreo

Os seus principais adversários são o governador Cláudio Castro e dois nomes da esquerda que antes  o apoiaram. Pelo PDT, Rodrigo Neves; e pelo PSB, Marcelo Freixo, oriundo do PSOL, onde se tornou o deputado federal mais votado.

Também estão na disputa, Fernando Santa Cruz; Paulo Ganime (Novo) e possivelmente nomes oriundos da Baixada Fluminense.

Eduardo Paes não se qualifica como oposição no Estado e nem como credor dos votos da esquerda ou do bolsonarismo.

A nova Mônaco

Posteriormente à pandemia, Niterói está sendo preferida por investidores imobiliários que enxergam a ex-capital fluminense como a melhor opção de moradia para as classes de renda mais elevadas, oriundas especialmente do Rio de Janeiro.

Niterói tem sido apontada como uma cidade do padrão de riqueza da europeia Mônaco.

Mas Maricá se colocou nesta disputa e tem registrado o maior índice de crescimento populacional entre os municípios fluminenses, mesmo faltando-lhe mananciais para atender ao crescente consumo de água.

A cidade vizinha confiava nesta liderança com a execução de audacioso projeto imobiliário, batizado como resort Mareey.

O empreendimento nascido de ideia lançada há 50 anos pelo empresário português Thomé Lúcio Feiteira, está barrando em obstáculos ambientais, com restrições do Inea e do Poder Judiciário.

Enquanto isso expande-se o mercado imobiliário de alto padrão, em Niterói.

Mais casamentos gays

A Associação dos Registradores Notários indica que este ano será o recordista em número de casamentos homoafetivos, devendo ultrapassar a casa dos 9,5 mil, pois novembro e dezembro são os preferidos para a oficialização desta união.

A legalização da união entre pessoas do mesmo sexo tornou-se viável por decisão do STF adotada em 2011.

Compartilhamento

Cresceu muito o uso de bicicletas em decorrência da alta dos combustíveis e o custo das passagens de ônibus.

Nas poucas escolas populares em funcionamento observa-se o uso solidário, com ciclistas transportando colegas e vizinhos na garupa.

O ambiente é favorável para desenvolver o sistema de aluguel de bicicletas.

Também tem crescido muito o uso de motos compartilhadas. Enquanto cai a produção de automóveis, aumenta significativamente a produção de motos.

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