Novo ônibus elétrico faz niteroienses relembrarem o trólebus

O ônibus elétrico que está sendo testado desde o começo da semana na cidade de Niterói, continua rendendo assunto entre os moradores do município. Muitos deles o associam aos antigos trólebus, que eram coletivos elétricos que circularam pelas ruas niteroienses nos anos 1960. “Esse não tem ‘cabinho’ em cima. Esse carrega baterias gigantes”, afirmou um internauta.

A diferença se dá porque os trólebus eram movidos à energia proveniente diretamente da rede elétrica. Isto acontecia por meio de dois cabos que conectavam os ônibus aos fios. Esta modalidade ainda é aplicada em alguns lugares, como São Paulo, por exemplo. Contudo, os coletivos que a Prefeitura pretende adquirir funcionam de outra forma, com baterias de larga autonomia.

A autonomia das baterias é de 250 quilômetros, mas pode variar de acordo com o relevo do trajeto e das condições do trânsito. A recarga total das baterias leva até 4h e o fabricante também disponibilizou um carregador, que foi instalado provisoriamente na garagem da empresa de ônibus que está operando atualmente, no caso a Ingá, por meio da linha 49 (Fonseca – Icaraí – Centro).

Outro internauta, por meio do Facebook, demonstrou empolgação com a iniciativa e afirmou que a ideia é ótima. “Parabéns para a Prefeitura de Niterói. Deus abençoe grandemente e que venham mais boas ideias”, disse. O veículo será usado nos próximos 60 dias pelos dois consórcios rodoviários da cidade. O objetivo é permitir que as empresas de ônibus conheçam   a tecnologia empregada neste tipo de veículo e façam avaliações operacionais de custo e de manutenção, além de entender a sua eficiência. Essa avaliação só será concluída no final deste período.

O que aconteceu com os trólebus?

Se os veículos movidos à energia elétrica são o “transporte do futuro”, por que os trólebus foram retirados de circulação ainda nos anos 1960. A coluna Painel, publicada no jornal A TRIBUNA de terça-feira (21), tem a resposta para isso. “Após o regime militar surgiu a empresa estadual, a Cia. de Transportes Coletivos (CTC) que, com empresas privadas, investiu, a partir de 1967, em ônibus comuns, com estas últimas assumindo o mercado de transporte urbano e intermunicipal. Já havia projeto para extinguir o “estatal” trolley, o que ocorreu em 1967.”

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