Novo ataque de cachorro em Maricá liga o sinal de alerta

Raquel Morais

Mais uma pessoa foi atacada por um cachorro da raça pitbull em Maricá. No último domingo, (7), uma mulher de 46 anos foi mordida gravemente no pescoço por um cão que estava, segundo testemunhas, preso em uma corrente. A senhora passou mal, foi amparada por vizinhos e populares que andavam na rua e levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Municipal Conde Modesto Leal. Esse é o segundo caso em menos de um mês de ataque de pitbull que chama atenção da população. No dia 16 de fevereiro duas crianças foram atacadas em Araruama, na Região dos Lagos, e o pai de uma delas, Feliphe dos Santos Vieira, conseguiu ajudar os pequenos, os três foram internados e no dia 26 de fevereiro Feliphe não resistiu e morreu no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, em São Gonçalo.

O caso de domingo aconteceu na Avenida 1 perto da Praça de Itaipuaçu quando a senhora foi brincar com o cachorro, que estava em uma corrente. Segundo populares o cão é um pitbull e após o ataque ela ficou sendo amparada por populares e dizia estar se sentindo tonta além de chorar por dor.

Ela recebeu atendimento de um guarda-vidas e logo depois a ambulância da Samu chegou e levou a moradora de Maricá para o hospital municipal da cidade. Até o fechamento dessa edição a Prefeitura de Maricá não se manifestou sobre o estado de saúde dela e nem a identificação dela.

O caso chamou atenção para os frequentes ataques de cães dessa raça. No dia 16 de fevereiro, em Araruama, duas crianças, de 7 e 9 anos, foram atacadas por dois pitbulls e o pai de uma delas também sofreu ataque após tentar ajudar o filho e sobrinho. Feliphe e uma criança foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Araruama e transferidas para o Heat e a outra criança foi levada para o Prontobaby Hospital da Criança, no Rio de Janeiro. Apesar do ato heróico Feliphe não resistiu e morreu no hospital.

Nesse caso os cães fugiram da casa no bairro Aurora, próximo a estrada ViaLagos, e agentes do Batalhão de Choque ajudaram no socorro das vítimas e tiveram que sacrificar os cães para salvar as três vítimas. O dono da casa de onde os animais fugiram não foi localizado na época mas foi identificado. A Polícia Civil foi questionada sobre esse caso, mas não se manifestou até o fechamento dessa edição.

O adestrador Guilherme Peixe, 32 anos, explicou sobre o comportamento canino e chamou atenção para alguns cuidados para evitar acidentes. “Passamos por uma fase que chamamos de humanização de cães. As pessoas estão tratando as pessoas cada vez pior e tratando os animais, em suas concepções, cada vez melhor. Os cães percebem o mundo de uma forma diferente e eles não podem ser tratados como humanos. Cachorros precisam de liderança pois é assim na natureza. Quando não tem um líder eles assumem a liderança e agem por instinto. Muitas vezes ele entra em estado de defesa e pode atacar e isso vale para qualquer cachorro”, explicou.

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