No universo do pop rock já morreram pelo menos 300 artistas

Luiz Antonio Mello

A morte do baterista Taylor Hawkins, da banda norte-americana Foo Fighters na última sexta-feira (24) em Bogotá, Colômbia, é mais uma na trágica estatística divulgada em publicações especializadas que indicam cerca de 300 as mortes de artistas de rock, pop, blues rock, de 1954 até 2022.

No caso de Taylor Hawkins, as autoridades suspeitam de overdose de cocaína. A maioria tem menos de 30 anos e morreu em consequência direta de drogas como cocaína e heroína ou por reações indiretas provocadas por essas drogas como ataque cardíaco, A.V.C. e câncer.

Em seguida o álcool é o maior vilão, causando desastres de carro e queda de aviões.

De acordo com o site Tenho mais Discos do que Amigos, uma das mortes mais chocantes foi a do maior guitarrista de todos os tempos, Jimi Hendrix, aos 27 anos, em Londres. As razões ainda são foco de muitas discussão já que a única testemunha do que aconteceu foi a alemã Monika Danneman, então namorada do músico, que revelou como foram as suas últimas horas com Jimi em Londres.

De acordo com ela, eles jantaram e tomaram uma garrafa de vinho antes que ele fosse à casa de um amigo e voltasse para o flat por volta das 3 horas da manhã. Após conversarem até aproximadamente as 7 horas foram dormir e, quando Monika acordou às 11 da manhã, encontrou Hendrix inconsciente, ainda respirando, e chamou então uma ambulância.

Hendrix foi levado ao Hospital St. Mary Abbot e morreu às 12:45 do dia 18 de setembro de 1970. Após exames para a investigação da morte de Hendrix, ficou concluído que ele asfixiou-se com seu próprio vômito após ter consumido nove comprimidos de Vesparax, um remédio controlado utilizado para dormir e receitado para Monika.

Na melhor biografia do músico, “Jimi Hendrix: A dramática história de uma lenda do rock”, escrita pela jornalista, amiga e confidente do músico, Sharon Lawrence, a autora fez um longo estudo sobre os últimos momentos de Hendrix e constatou que ele bebeu um litro de vinho e tomou nove comprimidos de um poderoso tranquilizante que era usado por Monika.

A autora conta que Jimi Hendrix estava emocionalmente mal, cheio de problemas financeiros por causa dos constantes golpes dados por seus empresários e também o super faturamento na construção de seu sonhado estúdio Electric Lady Studios, na 52 West 8th Street, em Greenwich Village, Nova Iorque, cujo valor já tinha passado milhão de dólares. Muito dinheiro em 1970.

Hoje o estúdio é um dos melhores do mundo e lá gravaram importantes nomes da música como Taylor Swift, Lorde, U2, Billy Cobham, Curtis Mayfield, Carly Simon, Peter Frampton, David Bowie, Christina Aguilera, Bad Religion, Stevie Wonder, AC/DC, Led Zeppelin, John Lennon, Billy Joel, The Clash, Frank Zappa, The Cult, The Rolling Stones, Guns N’ Roses, Patti Smith, Phil Keaggy, Kiss, Al Green, Adele, Lady Gaga e Lana Del Rey. Em 2011, Marcelo D2 gravou no Electric Lady sua canção “Na Veia”, o primeiro samba gravado no estúdio. Em 2014, Lana Del Rey gravou seu segundo álbum, Ultraviolence, no estúdio, com o auxílio de Dan Auerbach, dos The Black Keys.

Os mortos do rock

Outros nomes se destacam na triste galeria de mortes do rock. John Lennon foi assassinado com quatro tiros na porta de casa, em Nova Iorque, em 10 de dezembro de 1970.

George Harrison (1943-2001, 58 anos) – Músico e compositor brilhante, George Harrison compôs grandes hits como “Here Comes the Sun”, “Something” e “While My Guitar Gently Weeps”. Após o final dos Beatles, em 1970, ele teve uma robusta carreira solo. Morreu de câncer no pulmão, aos 58 anos, em 2001.

Brian Jones (1942-1969, 27 anos) – Ele foi o primeiro líder dos Rolling Stones, mas seu problema crônico com drogas o fez perder importância. A situação se deteriorou tanto que Brian foi expulso do grupo em 1969. Menos de um mês depois, ele foi encontrado morto na piscina de casa.

Janis Joplin (1943-1970, 27 anos) – A maior cantora do blues rock veio para o Rio no carnaval de 1970 fugindo da heroína. Não adiantou. Uma overdose a matou, sozinha num quarto de hotel em Hollywood (California) em outubro de 1970.

Jim Morrison (1943-1971, 27 anos) – Após o gigantesco sucesso da sua banda The Doors, em meados dos anos 60, envolveu-se com álcool e drogas, que lhe causaram dependência e culminou em sua morte por overdose de heroína em Paris. Uma informação que nunca pôde ser confirmada por não ter sido realizada autópsia.

Elvis Presley (1935-1977, 42 anos) – É considerado por muitos o maior cantor de rock da história. Sua morte se deu por conta de uma disfunção cardíaca causada pelo uso abusivo de anfetaminas e obesidade mórbida.

Keith Moon (1946-1978, 32 anos) – The Who é uma das bandas mais inovadoras da história — e o baterista Keith Moon teve um papel importante na sua construção. Com seu estilo de tocar destrutivo, louco e excêntrico, foi eleito o maior baterista da história numa votação da revista Rolling Stone. Em 7 de setembro de 1978, depois de jantar com Linda e Paul McCartney, foi para casa, se afundou na bebida e misturou com uma overdose de Heminevrin, um remédio usado para frear o abuso do álcool.

John Bonham (1948-1980, 32 anos) – Baterista do Led Zeppelin, John Bonham também foi eleito o maior baterista da história pela Rolling Stone. Numa reunião dia de trabalho na casa de Jimmy Page (líder do Zeppelin) nada menos do que 50 doses de vodka. Foi dormir, vomitou e acabou se afogando no próprio vômito.

Kurt Cobain (1967-1994, 27 anos) – Fundador da banda Nirvana, que também figurava como um dos principais nomes no movimento grunge, Cobain é lembrado por sua potência vocal e pelas composições memoráveis da banda. Lutou contra o vício em heroína e depressão por conta da exposição na mídia. Kurt foi encontrado morto em seu apartamento com um tiro de espingarda calibre 12 na cabeça. A hipótese mais aceita é que o músico tenha cometido suicídio.

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