No Sambódromo, Eduardo Paes entrega chave da cidade para profissionais da saúde

O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes participou de uma cerimônia na noite de sexta-feira (12), no Sambódromo. O local que estaria recebendo a partir do sábado (13), as escolas de samba para os tradicionais desfiles de Carnaval, foi palco para uma homenagem feita aos profissionais da saúde. Paes entregou a eles a chave da cidade, que em época de festa é entregue ao Rei Momo. A cerimônia contou com a presença do vice-prefeito Nilton Caldeira, da presidente da Riotur, Daniela Maia, do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, do presidente da Rioluz, Bruno Bonetti, da secretária municipal de Conservação, Anna Laura Secco, do subprefeito do Centro do Rio, Leonardo Pavão, de familiares do Candonga, e do presidente da Liesa, Jorge Castanheira.

A partir desta sexta-feira (12) até sábado (20), quando seria realizado o Desfile das Campeãs, a Marquês de Sapucaí e a Apoteose ficarão iluminadas todas as noites até meia-noite em homenagem às vítimas da covid-19 e, em especial, as do mundo do samba. A iluminação, a cada 10 segundos, lembra as cores de cada uma das escolas de samba do Rio.

Uma das profissionais homenageadas por Eduardo Paes, foi dona Adélia Maris dos Santos, de 71 anos, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde desde 1979 e é uma das fundadoras do Programa de Imunização da cidade. Foi ela quem tomou a primeira dose de vacina aplicada no Rio, em cerimônia no Cristo Redentor.

“Não vai ter carnaval porque a gente quer salvar vidas. Não vai ter carnaval porque a gente precisa preservar vidas. Não vai ter carnaval porque quem amamos e até os que não conhecemos não podem ficar expostos a essa doença que, infelizmente, matou no mundo uma quantidade enorme de pessoas. Essa também é uma homenagem a todas essas vidas perdidas”, declarou o prefeito.

Paes desabafou sobre não poder comemorar uma das festas que ele mais gosta, enquanto no governo anterior, o ex-prefeito fez de tudo para dificultar o Carnaval.

“É uma dessas ironias do destino. Durante quatro anos o prefeito que me antecedeu fez de tudo para prejudicar essa manifestação cultural tão importante que é o carnaval. E justamente na hora que eu assumo a prefeitura a gente passa por esse momento difícil da história da humanidade, difícil para todos nós brasileiros e cariocas. A gente não pode celebrar essa festa que celebra a vida, o carinho entre as pessoas e a alegria”, disse Paes, em referência à gestão de Marcelo Crivella.

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