No Reserva Cultural, baderna revolta quem quis ir ao cinema

Quem resolveu ir ao cinema no Reserva Cultural de Niterói na noite de sábado (16), perdeu dinheiro, tempo e paciência.

Os que cometeram o desatino de ir de carro foram obrigados a ceder a extorsão imposta por um bando dos chamados “flanelinhas”, donos das ruas do entorno, ou tiveram que pagar absurdos R$ 25,00 de estacionamento (pré pagos) dentro do estabelecimento.

Os donos na rua não pedem, eles impõem quanto você deve pagar. Dá vontade de chamar a polícia. Mas, que polícia? Afinal, o bairro de São Domingos como um todo faz parte da “mancha de abandono” (usando expressão da moda), um vale tudo sem lei que deixou os moradores roucos de tanto clamar por respeito.

Dentro do Reserva Cultural, um festival de gastronomia e similares ocupava com barracas 90% do espaço. Superlotados e desorganizados, os corredores formavam extensos congestionamentos humanos. Não por culpa dos organizadores do festival, mas pelo total desleixo dos gestores da empresa que faz a gestão daquele maravilhoso espaço projetado por Oscar Niemeyer.

Para piorar, música em altíssimo volume em todas as áreas, principalmente no saguão de acesso aos cinemas, junto as escadas rolantes.

Mas o cidadão que gosta de cinema não desiste e decide pagar os R$ 41,00, mas, no meio do tumulto, se pergunta: será que vai ter filme no meio dessa baderna? Consegue um refúgio e pelo celular acessa o site do Reserva Cultural. Fora do ar! Ainda fora do ar agora, domingo (17), as 11h50. Telefona, ninguém atende!

Nos Estados Unidos e Reino Unido esse desprezo pelo público, gastando o mínimo e lucrando o máximo, é chamado de “easy money” (dinheiro fácil, ou, l’argent facile, como se fala na Argélia). Pode parar tudo, mas o dinheiro continua entrando.

Para o cinéfilo foi melhor arremeter e tentar a sorte na pizzaria que, felizmente, está civilizada.