No mundo, a cada 50 mortes por raio uma é no Brasil

Isis Chaby

Os temporais que tem caído no estado do Rio provocando inundações tem como agravantes os raios. Nesta terça-feira (11) uma tempestade elétrica no fim da tarde em Niterói assustou muita gente, especialmente em bairros como o Ingá e Icaraí por causa dos fortes trovões.

Segundo os cientistas, por causa das mudanças no clima a quantidade de raios aumenta no Brasil. Nos últimos 20 anos, 43% das mortes por raios ocorreram no verão e 33% durante a primavera. Esses são os períodos do ano em que as altas temperaturas e umidade do ar favorecem a formação de tempestades e raios. Ou seja, estamos no auge da temporada.

Atualmente, o Brasil registra cerca de 70 milhões de rios por ano, com grandes variações como em 2020, ano que estava sob influência do fenômeno climático La Niña. Foram registrados 110 milhões de raios. As estatísticas mostram que a cada 50 mortes por raios no mundo, uma é no Brasil, o país campeão mundial em incidência de raios.

O levantamento inédito elaborado pelo Ministério da Saúde e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período de 2000 a 2019 revelaram que as mortes por raios acontecem mais em atividades ligadas ao agronegócio. (26%).

Em média, o fenômeno mata no país 110 pessoas, deixa mais de 200 feridos e causa, a cada ano, prejuízos de um bilhão de reais. No ranking de fatalidades causadas por raios de países com estatísticas confiáveis, o Brasil é o segundo na América Latina com o maior número de mortes (o México ocupa o primeiro lugar), e o sétimo no mundo. Os resultados revelam um total de 2.194 fatalidades registradas; uma média de 110 casos por ano no período.

Na cartilha desenvolvida pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), é possível coletar informações essenciais para se proteger dos raios. As opções mais seguras de abrigo são veículos não conversíveis com as portas e vidros fechados, evitando contato com a lataria; moradias ou prédios, mantendo distância das redes elétrica, telefônica e hidráulica, de portas e janelas metálicas; abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis.

Caso não haja nenhum abrigo seguro por perto, a pessoa deve se afastar de qualquer ponto mais alto (árvores, por exemplo) e de objetos metálicos, manter os pés juntos e agachar-se até a tempestade passar, não pode deitar. Embora não seja uma posição confortável é a opção mais segura.

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