Agentes de trânsito alertam motociclistas sobre perigo do escapamento barulhento à audição

Agentes de trânsito de Niterói realizaram, na tarde desta segunda-feira (21), a primeira ação educativa de uma série direcionada a motociclistas, enfocando os prejuízos – para a saúde auditiva e a vida social – do barulho excessivamente alto dos canos de escapamento. Em duas horas, mais de 700 motos foram paradas e folhetos de conscientização distribuídos na Rua Miguel de Frias, em Icaraí. Segundo o inspetor geral Wagner Pereira dos Santos, este bairro e a Região Oceânica são de onde vem a maioria das reclamações de habitantes da cidade, recebidas inclusive pela Secretaria do Idoso, que deverá participar das operações a partir de amanhã.

“Pretendemos promover uma onda de conscientização, para que os motociclistas entendam que o ruído excessivo é um transtorno não só para os outros como para eles mesmos, que perdem gradativamente a capacidade auditiva”, alerta Wagner, que coordena a equipe vinculada à Secretaria de Urbanismo e Mobilidade do município.

O motociclista Claudio Oliveira, 32 anos, justifica: “O barulho alto chama a atenção dos outros motoristas para a nossa passagem, evitando inclusive acidentes”, disse ele, que prometeu rever a prática. Hugo Campos, de 43, gostou da iniciativa: “É muito importante esse toque porque nem sempre percebemos o mal que fazemos sem querer ao próximo”, comentou o entregador de delivery.

“O argumento da maior segurança não é desprezível, mas a lei já prevê o uso da buzina, além de velocidades compatíveis e ultrapassagens seguras, para evitar acidentes”, ressalta o inspetor geral.

A Resolução 66/1998 (código 665-3) do Código Nacional de Trânsito (Contran) atribui ao Governo do Estado a fiscalização relativa ao volume do som emitido pelos veículos automotivos, mas uma parceria com a Prefeitura permite que à NitTrans atuar de forma preventiva. Contudo, essa legislação não estabelece o volume máximo em decibéis permitido, e sim o Código Nacional do Meio Ambiente (Conama), cuja Resolução 252/1999 prevê tal limite.

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