Niteroienses unidos na luta contra o câncer de mama

A conscientização e prevenção do câncer de mama começou na sexta-feira (1º) em Niterói. Um evento no MAC marcou a abertura da programação que acontece durante todo o mês na cidade. O museu ganhou uma iluminação especial e durante o mês vai receber, até o dia 15, um enorme laço rosa de três metros de comprimento, que simboliza a luta contra a doença. A instalação é uma parceria entre o movimento Outubro Rosa Niterói e a escola de samba Unidos do Viradouro. A primeira dama, Christa Vogel Grael, esposa do prefeito Axel Grael esteve presente apoiando a causa. 


Amigos e familiares do fisioterapeuta oncologista, Paulo Gonçalves, estiveram no local para prestigiar a homenagem póstuma dedicada a ele. Paulo faleceu há um mês vítima de infarto em sua residência. Ele era o responsável pelo Projeto Outubro Rosa Niterói Oficial, desde 2015, dando continuidade ao movimento criado pela empresária Silvia Calil, em 2012. A caminhada arrastava uma multidão pela orla de Icaraí anualmente, para chamar atenção pela conscientização e cuidados contra o câncer de mama.

“Este evento é uma grande homenagem ao nosso amigo Paulo, que é insubstituível e a falta dele deixou uma legião de órfãos. O outubro rosa é grandioso e seu legado irá se perpetuar se continuarmos sempre falando do trabalho que ele realizou nos últimos dez anos na cidade, ele deixou seu nome marcado na história da luta contra o câncer de mama em Niterói”, declara a jornalista Karla Barcellos, melhor amiga do Paulo.

Karla Barcellos. Foto: Marcelo Feitosa



A Isabel de Souza enfrenta um câncer pela terceira vez e foi a última paciente que o Paulo atendeu antes de falecer. Ela lembra dele com muito carinho e como era a relação dos dois, que ia além de médico e paciente.

“O Paulo para mim era um amigo. Nós não tínhamos uma relação só de médico. Ele era um irmão, um psicólogo. Na semana que ele faleceu, ele tinha retornado os atendimentos. Ele esteve comigo na sexta-feira, jantou comigo e saiu da minha casa às 23h. Eu fui a última paciente que ele atendeu. A gente tinha marcado um café da manhã no domingo, mas eu não pude ir porque estava com pressão alta. Depois veio a notícia de que ele havia falecido na madrugada do domingo”, conta Isabel muito emocionada. “Agora é vida que segue, porque foi isso que ele ensinou para todos. Tem dias que são difíceis. Mas ele teve muitas perdas e ele sempre falava que a vida tem que seguir. O trabalho dele foi muito lindo e vai continuar na mente e na vida de muitos niteroienses”.

Regina Dejean, é mais uma ativista, amiga do Paulo Gonçalves que esteve presente no evento homenageando o amigo e lembrando que a informação salva vidas.

“O Paulo tinha um coração gigante. Eu conheci ele quando me mudei de Belo Horizonte para Niterói. A minha irmã faleceu de câncer de mama e como ela morava no interior de Mina Gerais, a falta de informação fez com que ela escondesse o diagnóstico e quando a família descobriu já não tinha mais como tratar. Hoje todos da família fazem exames preventivos para que possamos viver tranquilos. O Paulo fazia isso, levava informação para as pessoas, dava apoio após o diagnóstico. Eu já vi ele pagar exame de mamografia do próprio bolso para ajudar as pessoas”, conta.

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