Niteroiense cria bancada de higienização das mãos e busca apoio do poder público

No enfrentamento da pandemia do coronavírus muitas atitudes são pensadas para minimizar a possibilidade de contágio da doença. Enquanto as inúmeras máscaras de proteção são confeccionadas e viraram objeto de lucratividade tem gente que está mais ousada nessas criações. A novidade agora é uma pia com mecanismo de água e sabão acionados por pedal, como os famosos totens de álcool em gel. A criação em breve vai ganhar patente e o ‘professor pardal’ de Niterói vai procurar, nos próximos dias, apoio das prefeituras da Região Metropolitana II. A ideia é instalar os equipamentos em pontos estratégicos, de maior movimento, nas cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Rio Bonito.

A ideia é do niteroiense Roberto Maurício Ferreira de 60 anos, que trabalha como modelador de plástico-composto. Ele criou a bancada para lavagens das mãos e tem a preocupação maior de fazer com que o seu usuário, não precise tocar com as mãos, para qualquer acionamento de água ou sabão, para fazer a higiene e eliminar a possibilidade de contágio com o Covid-19. A bancada tem capacidade 129 litros de sabonete líquido. “Constitui em equipamento que se propõe a dinamizar o mercado, com seu designer inovador, contribuindo com o país e com o mundo em um período de pandemia que afeta a população em todos os sentidos. Desta forma, desenvolvemos um equipamento eficiente para a higiene das mãos, econômico no gasto de seus insumos e de baixa manutenção”, frisou o morador do Fonseca, na Zona Norte de Niterói.

Nos próximos dias ele afirma que vai procurar as administrações municipais para ter apoio e conseguir espalhar esses equipamentos nas cidades. “Vou precisar de um ponto de água para entrar e uma saída para a água suja. É um projeto de baixo custo e poderá funcionar em terminais rodoviários, em locais onde o turismo é maior com circulação de pessoas. Também acho uma ótima para colocar na frente de grandes condomínios O álcool em gel é a segunda forma de limpeza das mãos quando não se tem água e sabão para a higienização”, explicou.

O especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o dermatologista, Dr. Wellington Vasques, ponderou também que o excesso de higienizadores pode diminuir a camada lipídica da pele e consequente aumenta o ressecamento. “Consequentemente existe a diminuição da barreira de proteção cutânea. A pele é uma importante barreira contra agentes irritantes. A partir do momento em que se higieniza com mais frequência e usa potencialmente substâncias irritantes, como é o caso do álcool em gel, a pele está mais exposta a qualquer tipo de irritação”, exemplificou.

Em alguns municípios, estados e até países muitas pessoas também fizeram esse processo de instalação de pias comunitárias para higienização das mãos. “Essa ideia é maravilhosa e permite que todas as pessoas tenham esse acesso. Penso nos moradores de rua que têm essa dificuldade. Eu acho a ideia do Roberto ainda melhor pois ele ainda criou um dispositivo de acionamento com os pés. Então é ainda mais seguro. Acho inclusive que essa ideia seria mais eficaz nos estabelecimentos comerciais em vez de usar o totem de álcool em gel”, considerou a niteroiense Bárbara da Costa, 39 anos.

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