Niterói Vôlei faz vaquinha para jogar Série B da Superliga

Alan Bittencourt

Niterói é uma cidade com vocação para o esporte. E o esporte agora pede ajuda à cidade. O Niterói Vôlei Clube (NVC) disputou a última edição da Série C da Superliga masculina e foi vice-campeão da sua chave, com o Tijuca Tênis Clube conquistando o primeiro lugar. Por ter sido campeão, o time da Zona Norte da capital subiu para a Série B, mas abdicou do direito. Com isso, o NVC herdou a vaga. Porém, para conseguir de fato um lugar na Segunda Divisão, precisa pagar por sua inscrição. Para isso, criou uma vaquinha online, para que possa obter os recursos necessários para representar a Cidade Sorriso na competição nacional.

O grupo 5 da Série C garantia ao vencedor uma vaga na Série B. Participaram Tijuca T.C. (RJ), Fera/Campos (RJ), Niterói Vôlei Clube (RJ), Prefeitura de Juatuba (MG) e Acesita Esporte Clube (MG). A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) informou na última sexta-feira que o clube niteroiense garantiu então o acesso com a desistência dos cariocas. Porém, o clube corre contra o tempo, pois precisa efetuar o pagamento da taxa de inscrição.

“Precisamos pagar a taxa de inscrição, cujo valor é de R$ 5 mil. Precisamos pagar até quarta-feira (amanhã) para confirmar a inscrição. Esse é o menor custo, o valor a ser investido pode chegar a R$ 200 mil, em logística de viagens, ajuda de custo atletas, técnicos, fisioterapia, médico, exames de Covid, etc..”, disse Marcos Senatore, gestor e supervisor do NVC.

Assim que recebeu o comunicado da CBV, o clube se movimentou para poder pensar numa solução para confirmar sua vaga na Série B. Foi aí que Senatore e o presidente do Niterói Vôlei, Walner Rodrigues dos Santos, resolveram criar uma vaquinha online.

“No domingo, criamos a “Vakinha Online” para tentar alguns recursos mínimos pra seguir ou abrir mão da vaga. Nesse caso iria pro Fera/Campos, 3° colocado na etapa RJ. Tenho fé que vamos conseguir, tô sentindo muita energia boa vindo de todas as áreas, pessoas, empresários, políticos da cidade. Niterói merece, mas não faremos loucuras, se tivermos recursos jogaremos. Um outro cenário seria nossa entrada apenas na temporada 2021/2022”, afirmou.

O Niterói Vôlei Clube foi fundado em 2004 e atuou até 2010, revelando muitos atletas para o vôlei nacional, entre eles Isaac (Sada/Cruzeiro) e Gabi (Gabiru do Sesc RJ/Flamengo). Em 2020, o estatuto foi renovado e foi criado um novo projeto para a equipe. A agremiação conta com a parceria do Mundo Vôlei (divulgação das ações do clube e do time), Universo (bolsas de estudo), ACE Negócios (parceiro pra captação de recursos), Combinado 5 de Julho (sede de treinos e jogos) e Clínica CMED/Decordis (avaliação física, exames médicos e testes de Covid). O time é do Niterói Vôlei Clube.

O planejamento do NVC era buscar a vaga na Série B na próxima temporada. Porém, o clube não quer desperdiçar a oportunidade que surgiu. Caso não consiga garantir o acesso de divisão, a vaga ficará com o terceiro colocado, o Fera/Campos, do Norte Fluminense.

“Nossa proposta de projeto é para 2021/2022, porém, essa vaga, se conseguirmos recursos a tempo, pode ser um grande passo de estarmos na Superliga B, divisão de acesso para a elite do vôlei nacional. Se ficarmos entre os seis primeiros de oito clubes, ganharíamos um ano de trabalho para a temporada 2021/2022”, declarou.

Quem quiser ajudar o clube a representar Niterói na Série B da Superliga basta clicar no link da vaquinha (http://vaka.me/1591432). Segundo Senatore, atletas, técnicos e ele próprio estão engajados pelo sucesso do projeto sem receber um centavo sequer.

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