Niterói tem mais de seis mil eleitores ameaçados de perder o título

Anderson Carvalho

Niterói tem 6.709 eleitores ameaçados de ter o título cancelado por terem se ausentado nos três últimos turnos eleitorais e não entregarem a justificativa da ausência no cartório. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados ontem. O órgão determinou na última quarta-feira que os cartórios em todo o país devem dar publicidade às relações de eleitores que deixaram de votar nos últimos três pleitos.

Segundo ainda o TSE, em todo o Brasil estão nesta situação 1.961.530 eleitores. Só no estado do Rio são 261.335, o segundo maior do país, perdendo apenas para São Paulo, com 529.818. Em São Gonçalo, são 16.095; em Itaboraí, 3.014; 1.530 em Maricá; 634 em Rio Bonito e 334 em Tanguá. A lista com os nomes ficará disponível nos cartórios eleitorais por, no mínimo, dez dias, com publicidade nos meios de comunicação. Os partidos políticos também devem ser informados.

Os eleitores que constarem na relação de faltosos deverão comparecer ao cartório eleitoral no período de 2 de março a 2 de maio para regularizar sua situação. O cidadão deverá apresentar documento com foto que comprove sua identidade, título eleitoral e comprovantes de votação, de justificativa e de recolhimento de multa ou de dispensa de recolhimento.

O não comparecimento para comprovação do exercício do voto, da justificativa de ausência ou do pagamento das multas correspondentes implicará o cancelamento automático do título de eleitor, a ser efetivado de 17 a 19 de maio deste ano. O TSE informou que não expedirá nenhuma notificação ao eleitor informando sobre a pendência no cadastro eleitoral.

Para o eleitor verificar se o título está passível de ser cancelado, pode acessar o site do TSE (www.tse.jus.br/eleitor/servicos/situacao-eleitoral). Também pode consultar nas zonas eleitorais, onde está disponível a relação com os títulos. Além de ficar impedido de votar, não poderá obter passaporte, ser empossado em cargo público ou renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo. A irregularidade também pode gerar dificuldades para obter empréstimos em bancos oficiais e participar de concorrência pública ou administrativa.

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