Niterói tem atos contra cortes na educação

O Dia Nacional em Defesa pela Educação foi marcado por muitas manifestações em todo o país. Em Niterói o protesto começou logo pela manhã e reuniu centenas de pessoas no Centro da cidade, ao lado do Terminal João Goulart. Estudantes, professores e trabalhadores da educação, principalmente da Universidade Federal Fluminense (UFF), montaram tendas para mostrarem para a população a importância de projetos e pesquisas realizados por alunos da universidade. A tarde o grupo se reuniu na Praça Arariboia e seguiu para o Rio de Janeiro, na Candelária, onde se junta agora a tarde com milhares de outros militantes para reivindicarem sobre o bloqueio das verbas das universidades públicas, anunciado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

O ato foi convocado por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e teve representatividade nas 27 capitais brasileiras. Nem a chuva espantou os manifestantes, que mesmo debaixo de chuva forte, protestavam e gritavam palavras de ordem.

A aluna de pós-graduação da UFF, Maria Júlia Dias, de 25 anos, comentou sobre a perda para a comunidade acadêmica e para a população em geral que a UFF atende em Niterói. “Precisamos conversar sobre o assunto e resolvemos mostrar os projetos que envolvem as pesquisas da UFF, os atendimentos e prestações de serviços. O corte da educação não afeta só os alunos e sim usuários de hospitais, farmácias e até funcionários terceirizados, por exemplo. A educação não pode ser encarada como gasto e sim como investimento”, contou.

Segundo a UNE mais de cem universidades e institutos federais se mobilizaram contra os cortes de 30% no setor. Escolas públicas e particulares em diversos estados também paralisaram em sinal de protesto. Ainda segundo a nota, desde 2014, os cortes na educação estão sendo cada vez maiores. De lá pra cá, segundo dados do próprio Ministério da Educação (MEC), a rede federal teve queda nos investimentos em torno de 15%, passando de R$39,2 bilhões para R$33,4 bilhões.

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