Niterói tem 12 escolas estaduais com aulas noturnas encerradas

Aline Balbino

Subiu de três para 12 o número de escolas estaduais em Niterói que ficarão sem o turno da noite. Segundo o Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), o Estado continua enxugando gastos. De acordo com a diretora do Sepe Niterói, Josiane Peçanha, mais 12 escolas sofrerão com a crise. De acordo com o Sepe, serão fechadas definitivamente as escolas: Ciep D. Maria Portugal, no Baldeador, e Colégio Estadual Dr. Souza Soares, no Calaboca.

Já as escolas que terão o fim do turno noturno são: Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, no Centro; Colégio Estadual Conselheiro Josino, na Riodades; Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic), em São Domingos; Escola Estadual Doutor Memória, no Cubango; Escola Estadual Pinto Lima, no Centro; Colégio Machado de Assis, no Fonseca, Colégio Estadual Paulo de Assis Ribeiro; Colégio Manuel de Abreu, em Icaraí, e C. E. Baltazar Bernardino, em Santa Rosa.

Em São Gonçalo não foi diferente. Já são seis escolas sem aulas noturnas. A extinção do Ensino de Jovens e Adultos atingiu as seguintes escolas: Colégio Dôrval Ferreira da Cunha, no Rio do Ouro; Colégio Estadual Paulinho Pinheiro Batista, Barro Vermelho, e Ciep 408 Sérgio Cardoso. Segundo Beatriz Lugão, diretora do Sepe São Gonçalo, as mudanças prejudicarão cerca de mil alunos.

“Os estudantes estão fazendo abaixo-assinados em busca de soluções. O Estado diz que está otimizando, mas sem critério. Estão fechando turnos em colégios de boa estrutura e jogando esses alunos para escolas precárias. Os alunos têm história, identidade, não podem ser remanejados assim. Alguns deputados vieram conversar sobre o fechamento das escolas e a Seeduc não enviou ninguém para o debate”, disse.
O deputado estadual Waldeck Carneiro informou que a Secretaria de Educação tem sido cobrada para “segurar” essas decisões de fechamento de turno.

“Nós da Comissão, na quarta-feira retrasada recebemos o secretário de educação, convocado pela comissão para uma audiência pública, para ele esclarecer alguns questionamentos sobre o fechamento. Ele fez uma apresentação de planejamento e de fato nessa apresentação eles reconheceram que, em função da necessidade de otimização das vagas, algumas escolas serão fechadas e em outros casos, turnos e turmas. O problema disso é, que num país como o Brasil, fechar escolas é um absurdo. Isso vem sendo feito pela Secretaria sem diálogo com as escolas”, disse.

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