Niterói, SG e Itaboraí em alerta para a proliferação do Aedes

Raquel Morais

As cidades de Maricá e Rio Bonito apresentaram número satisfatório no último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2016. Mas os municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí estão em estado de alerta quando o assunto é a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

O relatório foi feito pelo Ministério da Saúde (MS) com parceria de 2.284 municípios e 855 cidades encontram-se em situação de alerta ou risco de surto das doenças relacionadas ao Aedes Aegypti.

As cidades que participaram da análise fizeram de forma voluntária, desde que se encaixassem no perfil de mais de dois mil imóveis. Porém, no próximo dia 8, o ministro Ricardo Barros vai propor a participação obrigatória através da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) entre estados, municípios e União. “Para este ano, esperamos uma estabilidade nos casos de dengue e zika. Como chikungunya é uma doença nova, e muitas pessoas ainda estão suscetíveis, pode ocorrer aumento de casos ainda este ano. Porém, para o próximo, também esperamos estabilização dos casos de chikungunya” explicou Barros.

Apesar da oxigenação de assuntos relacionados ao mosquito Aedes aegypti um triste dado foi divulgado pelo relatório. A Região Sudeste foi marcada por um tipo de criadouro muito conhecido na casa do carioca: o o depósito domiciliar. Isso significa vasos de plantas, garrafas, piscinas e calhas. “É muito triste em 2016 pessoas ainda não entenderem que o mosquito pode ser criado dentro da nossa casa. Atitudes pequenas podem solucionar essa questão nacional e é relativamente fácil se todos estivessem engajados juntos nessa causa”, comentou a universitária Lúcia Vieira, 46 anos.

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