Niterói se despede de Sebastião Paixão

Faleceu ontem, aos 81 anos, Sebastião Paixão. Líder comunista, foi preso, torturado, cumpriu três anos de cana nos presídios da Frei Caneca e de Bangu, pelo simples fato de defender o direito de se viver em liberdade democrática.

Fugiu da prisão durante o julgamento, onde era defendido por Luiz Werneck Viana. Se entregou na embaixada do Chile e de lá partiu para o exílio, no país de Alende, na Bolívia e depois na Alemanha. Amazonense, não suportou a solidão e retornou ao Brasil e viveu clandestinamente até a anistia.

Articulou a candidatura vitoriosa de Saturnino Braga ao senado pela primeira vez e presidiu o Instituto Estadual de Terras, no Governo Marcello Alencar. Tinha orgulho de ter feito na época um assentamento de quilombolas no município de Silva Jardim. Trabalhou na passagem do PCB para o PPS e presidiu o diretório do partido em Niterói.

O sepultamento será hoje, no Cemitério do Maruí, às 16h30.

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