Niterói prepara retomada da economia em 2021

Vítor d’Avila

A cidade de Niterói prepara a retomada da economia, vislumbrando o pós-pandemia do novo coronavírus. Após um ano de 2020 complicado, com diversos fechamentos de lojas, empresários voltam a ver na cidade potencial para implementar seus empreendimentos.

A região da Praça Renascença/Ponto Cem Réis deve se tornar um polo econômico, englobando indústria naval, pesca e comércio. Este último setor deve ser impulsionado pelo Mercado Municipal Feliciano Sodré, que ainda será inaugurado, mas faz com que outros tipos de negócios se instalem em seu entorno.

Recentemente, uma fábrica e comércio de sorvetes, a Eskimó, foi aberta, recentemente, onde funcionava uma concessionária de automóveis. Poucos metros distante dali, um supermercado atacadista está sendo construído onde era um estacionamento. De acordo com Larissa Martins, representante legal da Eskimó em Niterói, a importância do município no Estado foi fator preponderante para abrigar a primeira megaloja da companhia.

“A escolha da Cidade de Niterói para sediar a primeira mega loja da Eskimó, se deu em função da relevância da cidade para o estado, do clima favorável, do interesse de seus moradores por nossos produtos e claro, o charme da cidade. A loja emprega 18 funcionários diretos na unidade da Feliciano Sodré. As demais dez lojas, espalhada em Niterói e São Gonçalo, empregam 30 funcionários. Há previsão de contratação. Nosso planejamento para 2021 é atingir 22 lojas e 78 funcionários nas lojas de revenda da fábrica. Chegando a 96 empregos diretos no total. O processo seletivo é feito pelo nosso departamento de RH, na medida que novas lojas são abertas na região buscamos colaboradores que se identificam com a marca, mas principalmente com perfil para atendimento com excelência ao cliente”, explicou Larissa.

Para o atual presidente da Associação Comercial e Industrial do Rio de Janeiro, Luiz Paulino de Carvalho Moreira Leite, esta abertura de novos estabelecimentos se deve à capacidade de Niterói em se recuperar de momentos difíceis.

“O ano de 2020 foi cheio de problemas causados pela pandemia, e o que  aconteceu em Niterói teve no mundo  todo. Mas a cidade tem uma  característica diferente por ser um município que tem tido uma forma de dar  a volta por cima em seus problemas.  Em 1975, por exemplo, Niterói deixou  de ser capital, sofreu e deu a volta por cima”, disse.

Apoio do poder público

Paulino faz questão de ressaltar o apoio que o setor produtivo recebeu da Prefeitura de Niterói, o que, em sua concepção, impediu que o cenário de desempregos fosse ainda pior. Ele ainda destaca que a municipalidade e as empresas privadas precisam trabalhar em cooperação a fim de reverter o cenário e fazer o saldo de empregos voltar a ser positivo.

“Os próprios governantes da cidade tiveram uma participação bastante efetiva nesse momento difícil, dando um apoio muito grande. Isso foi importante para a sobrevivência da maioria das empresas que ficaram fechadas. Hoje, Niterói tem representação de grandes empresas nacionais e multinacionais e estrutura para sobreviver à crise. A cidade realmente foi impactada em diversos segmentos produtivos mas, com esse apoio da municipalidade e a criatividade do empresariado, as coisas foram se superando. O desemprego foi atenuado em função do apoio da Prefeitura auxiliando no pagamento da folha”, explicou.

O presidente da Acierj destaca que o momento atual é de recuperação. Para a geração de empregos, ele aposta na retomada do setor naval, com a dragagem do Canal de São Lourenço, além do incentivo ao setor pesqueiro, por meio do porto que está sendo preparado na mesma região. A expectativa dele é que sejam gerados mais de 30 mil postos de emprego.

“Agora vem a chamada recuperação econômica e vamos mergulhar nisso. A Prefeitura e as entidades de classe estão procurando alternativas. Continuar apoiando a Prefeitura em iniciativas como a dragagem do Canal de São Lourenço. Com isso você pode resgatar não só os 20 mil empregos previstos, mas também criar mais uns 10 mil em função dos novos negócios que vão aparecer. O setor naval é um dos que tem arrecadação mais forte de ISS também”, disse Paulino.

Ainda falando sobre a geração de empregos indiretos, ele estima que outros setores sejam beneficiados com a recuperação econômica do município. Ele conclui afirmando que a Acierj permanecerá atenta às movimentações do mercado e revela que Niterói poderá receber, em, breve, um curso de ensino superior voltado para o comércio.

“Isso tudo multiplica para o restante da cidade, então quem vende uniforme, comida, EPIs, maquinários. Tudo isso começa a ter uma nova clientela. A Acierj está atenta a isso e vamos continuar apoiando a Prefeitura, trazendo ideias. Estamos trazendo uma universidade para o Niterói, a Unisuam, com, faculdades voltadas para a área de comércio, que está sendo montada aos poucos”, completou.

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