Niterói ocupa o segundo lugar no ranking de desemprego no Estado

Apontada como ‘ponto fora da curva’, por promover obras públicas e pagar salários em dia, em meio à crise econômica que assola boa parte dos municípios fluminenses, Niterói, ficou ‘mal na foto’, no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontam a cidade em penúltimo lugar em levantamento feito com 92 municípios do estado do Rio na geração de empregos, em 2018. A diferença entre contratações e demissões foi de menos 2.244 vagas. Ou seja, ao invés de gerar empregos, o município perdeu. Do outro lado extremo está Maricá, que ficou em 8º lugar no ranking, com 790 empregos criados. Volta Redonda, no Sul Fluminense, foi a campeã, com 2.295 novas oportunidades. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Para o presidente da Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio de Souza Caetano Alves, Niterói foi afetada pela crise na construção civil, a indústria naval, o comércio e o setor de serviços.

“Foi vítima da crise econômica que atingiu o país, principalmente o estado, nos dois últimos anos. No final do ano, houve uma movimentação monetária maior, mais isso não significou mais empregos. O setor naval sofreu com o fechamento do Estaleiro Brasa, na Ilha da Conceição. Foram menos 200 vagas. A construção civil também está ruim. Niterói tem problema com a mobilidade e a violência. Esta diminuiu um pouco, mas, assusta investidores. Estamos conversando com o governo estadual e apresentamos propostas para tornar o estado um ambiente melhor de negócios. Tem a questão também dos benefícios fiscais, que são importantes”, contou o empresário.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, Luiz Vieira, considera que hábito do consumidor mudou.

“Hoje, o maior empregador é o comércio. No ano passado, teve aumento de 2,6% nas vendas. Muito pouco. Uma das maneiras de reduzir os custos, é diminuindo a mão de obra. O custo de um funcionário para uma empresa corresponde a mais 120% da folha de pagamento dele. O que a empresa faz é reduzir o custo, criando menos opções de emprego. A informatização é outro fator. Existe muita gente mudando o hábito de consumo e comprando pela internet. O empresário precisa rever o negócio. O comportamento do consumidor mudou. Precisa ter participação no sistema online. O comércio tem que ter atração a mais. Como área com recreação e café na loja, por exemplo”, disse Vieira.

Segundo a Caged, a cidade do Rio de Janeiro ficou em 11º lugar, com apenas 706 vagas. Itaboraí, sede do Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj), com a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) retomando as obras e fazendo contratações, ficou em 6º lugar, com 1.101 vagas. São Gonçalo teve um desempenho negativo, embora um pouco melhor que Niterói, ficando em 89º lugar, com menos 1.613. Dos 92 municípios do estado, 55 apresentaram resultado positivo e 37, negativo.

Em termos nacionais, o Caged avaliou que o Brasil encerrou o ano com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais criados. Esse foi o primeiro resultado positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos formais.

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