Niterói lança projeto Niterói Jovem Eco Social

Quatrocentos jovens, com idades entre 16 e 24 anos, de 11 comunidades da cidade participaram ontem da aula inaugural do projeto Niterói Jovem Eco Social – Plantando o Futuro, desenvolvido pelo Município através do Pacto Contra a Violência, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Durante os próximos 17 meses, os beneficiados terão bolsa-auxílio no valor de R$ 750 mensais, além de vale-transporte e lanche nos dias de aula, para participarem de cursos técnicos em sete áreas e realizarão atividades de campo como agentes de reflorestamento em suas comunidades.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, participou da aula inaugural na sala Nelson Pereira dos Santos, em São Domingos, e ressaltou a importância da dedicação dos alunos que estão tendo a chance de participar do projeto.

“A educação é o futuro de vocês. Eu quero voltar aqui no final do curso e saber que vocês venceram”, disse o prefeito. “Então, não percam essa oportunidade. Vocês aprenderão o que existe de mais moderno nos cursos de capacitação. Também terão noções, dadas por técnicos da Defesa Civil, sobre aproveitamento de água e solo. Esse projeto não é uma despesa, é um investimento, porque vai mudar a vida de muitas famílias e comunidades”, afirmou o prefeito.

O Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) também são parceiros.
Entre os objetivos do projeto estão a oportunidade de capacitação técnica profissionalizante para elevar o potencial de empregabilidade dos participantes; a recuperação de ecossistemas, através da prevenção de erosão superficial e da ocupação de áreas de risco; o aprimoramento das competências pessoais com capacitação profissional e inclusão social.

O Niterói Jovem Eco Social tem como foco jovens das comunidades do Preventório, Holofote, Vila Ipiranga, Cavalão, Vital Brazil, Sousa Soares, Santo Inácio, Morro do Céu, Morro do Arroz, Morro do Estado e São José. Durante o evento, o chefe do Executivo já solicitou que a equipe faça avaliação para implantação do projeto em outras 11 comunidades da cidade.

O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), Axel Grael, explicou aos jovens que o Pacto Contra a Violência está atuando em quatro eixos: prevenção, policiamento, justiça e convivência e ação territorial integrada.
O Eco Social está inserido na área de prevenção, que inclui também os projetos Escola da Família, Poupança Escola, Espaço Nova Geração e Banco de Oportunidades.

“Estaremos inserindo os jovens em vários programas de educação ambiental e, ao mesmo tempo, preparando para o mercado de trabalho. Nada melhor do que a Firjan para nos ajudar a fazer essa capacitação. Esses jovens terão papel fundamental na resolução de alguns desafios da cidade, como as queimadas e o descarte irregular de lixo”, informou Grael.

Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan Leste Fluminense, observou que o país precisa de jovens empreendedores e que tenham ideias e projetos próprios.

“Não é mais um projeto, é uma realidade. O conhecimento que esses jovens vão adquirir será eterno. E além dele, terão atividades de campo. É uma iniciativa que vai marcar a vida deles, além de ajudá-los a gerar renda”, frisou.

Os cursos serão ministrados e certificados pelo Senai Niterói nas seguintes áreas de qualificação: eletricista de automóveis; mecânico de motocicletas; mecânico de motores Ciclo Otto; auxiliar de padaria e confeitaria; auxiliar de cozinha; pizzaiolo; instalador hidráulico residencial; assistente administrativo; montador e reparador de computadores; costureiro industrial de vestuário; confeccionador de bolsas em tecidos.
Ana Luiza Braga Fernandes, de 17 anos, é estudante do Liceu Nilo Peçanha e moradora do Morro do Céu e vai ingressar no curso de costureiro industrial de vestuário para iniciar uma vida profissional.

“Muitas pessoas que moram nas comunidades não têm oportunidades. Esse investimento da prefeitura nos jovens é um grande passo para o nosso futuro, uma chance de termos qualificação. Muitos acham que as pessoas que moram em comunidade não têm vontade de crescer. Nós temos vontade de crescer e merecemos uma chance”, destacou.

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