Niterói lança edital de obras para construção de ciclovia na Região Oceânica

No próximo dia 26 (junho) será definida a empresa que vai realizar as obras de implantação do Sistema Cicloviário da Região Oceânica. A malha cicloviária terá o total de 60 km, mas essa primeira fase, corresponde ao Lote 1, com 23 km, contemplando os bairros Engenho do Mato, Jacaré, Maravista, Piratininga e Santo Antônio. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão (Seplag), que também divulgou que nos próximos dias vai lançar o Plano de Incentivo à Mobilidade por Bicicleta especificamente para o período da pandemia do coronavírus, priorizando o uso da bicicleta como meio de transporte.

Os projetos incluem o incentivo no período da pandemia para implantar ciclovias, permanentes ou temporárias, em algumas localidades. Também está prevista reforma de alguns pontos desses espaços, inclusive com reforço da sinalização horizontal e vertical. O integrante do coletivo Pedal Sonoro, Luís Araujo, 40 anos, contou que participou da reunião, online, na semana passada que definiu essas estratégias.

“Tenho acompanhado esse projeto e a iniciativa é excelente. Niterói está tomando uma atitude de cidades de outros países e vamos acompanhar de perto esse processo. Esperamos que muitas dessas infra-estruturas temporárias possam vir a se tornar definitivas”, contou o cinegrafista.

Sobre a construção da ciclovia correspondente ao Lote 1, Luís também achou positiva a iniciativa do poder público, mas com algumas ressalvas.

“Essas melhorias são importantes. As pessoas dessa região usam a bicicleta, mas precisamos garantir uma infraestrutura cicloviária ao longo da TransOceânica, conforme foi prometido. É necessário atender um ciclismo de lazer, mas também temos que pensar no ciclismo como mobilidade urbana para quem usa a bicicleta como meio de transporte”, ponderou.

Para Rubens Branquinho, administrador regional da Região Oceânica, a obra será fundamental.

“Será fundamental, é um incentivo à mudança de hábitos de mobilidade na região, em especial neste novo normal, que mesmo após a pandemia, novos conceitos serão incorporados ao nosso dia a dia. Acredito que muitas pessoas, vão aderir ao usa das bicicletas, como meio de transporte, saudável, ecológico, e eficiente”, ressaltou.

A construção dos 23 km de ciclovia faz parte do Programa Região Oceânica Sustentável – PRO Sustentável, e do Programa Niterói de Bicicleta. Segundo o secretário Axel Grael, a malha cicloviária da Região Oceânica terá como via estruturante a Ciclovia TransLagunar, que ligará o Túnel Charitas-Cabubá (que possui ciclovias nas suas galerias, unindo as Praias da Baía com a Região Oceânica) às praias de Itaipu e Itacoatiara. Planejada com características funcionais, turísticas, de lazer e educacional, a TransLagunar passará por locais de elevada beleza, como o Parque Orla de Piratininga (POP), o entorno da Lagoa de Itaipu e culminando com a chegada às praias, consideradas dentre as mais belas do litoral do país.

Segundo dados da Prefeitura de Niterói, com a parceria a Transporte Ativo, na Avenida Amaral Peixoto por dia passavam 880 bicicletas em 2015 e hoje esse número aumentou 291,93%, com 3449. Na Avenida Roberto Silveira o aumento foi de 291,05%, com 1084 bicicletas por dia em 2015 para 4239 em 2019. Atualmente, são 45 km de ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas.

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