Niterói intensifica combate ao Aedes aegypti

O Dia D de combate ao Aedes aegyptis aconteceu nesta sexta-feira e a Fundação Municipal de Saúde de Niterói realizou um mutirão de combate ao mosquito no bairro Maravista, na Região Oceânica. Cerca de 40 agentes de combate a endemias e profissionais do setor de Informação, Educação e Comunicação em Saúde do órgão participaram da ação.

Os agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) visitaram residências, comércios e escolas da região para identificar possíveis criadouros do mosquito e eliminá-los. Além disso, a população local tirou dúvidas e recebeu orientações sobre as doenças transmitidas pelo mosquito, além de medidas de prevenção necessárias para evitar a proliferação do vetor dentro de casa. Devido ao mau tempo, o trabalho precisou ser interrompido, mas será retomado na próxima segunda-feira.

“Por causa da chuva não conseguimos visitar todos os lugares que estavam na nossa programação aqui no bairro. Na segunda-feira vamos voltar e concluir a ação que está em nosso cronograma”, informou o chefe do Serviço de Controle de Vetores, Fernando Conceição.

De acordo com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) realizado pelo Ministério da Saúde, Niterói tem 0,9% de infestação de criadouros, o que indica baixo risco de surto da doença.

As temperaturas mais altas do verão e as chuvas frequentes oferecem condições ideais à proliferação do mosquito. A fêmea deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem durar até um ano. Assim que o ovo entra em contato com a água ele eclode e inicia o ciclo, que pode variar de 5 a 10 dias. O Aedes se prolifera em locais de água limpa e parada, por isso, é importante reforçar os cuidados para eliminar os criadouros. É o que faz o empresário Willian Ricardo, 52 anos, morador da Região Oceânica.

“Procuro sempre fazer minha parte e seguir as orientações da equipe do CCZ quanto as maneiras de prevenir a proliferação do inseto. Durante todo o ano abro as portas da minha casa para receber a visita dos agentes e acho que todos deveriam colaborar com esse trabalho, pois que é de suma importância para manter livre a população dessas doenças”, explica.

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