Niterói implementa barreiras sanitárias a partir hoje

A prefeitura de Niterói passa a adotar novamente, a partir de hoje (14), as chamadas barreiras sanitárias para dificultar a entrada de pessoas de outros municípios da Região Metropolitana que fazem limite com a cidade. A decisão foi anunciada no início da semana após reunião com o comitê científico da cidade, que recomendou a adoção da medida, prontamente acolhida pelo prefeito de Niterói, Axel Grael.

Inicialmente, as barreiras ficarão nos mais importantes acessos do município, como nos limites com as cidades de São Gonçalo e Maricá, assim como nas alças de acesso à cidade pela Ponte Rio-Niterói. Os motoristas, que passarem por esses locaias, serão parados e precisarão passar por uma medição de temperatura e, quem apresentar uma temperatura febril ou apresentarem algum sintoma de Covid-19, será impedido de entrar de apresentar na cidade.

O objetivo de mais essa medida restritiva é ter o controle do fluxo de pessoas que vêm de fora de Niterói para evitar o avanço da contaminação, na tentativa de impedir que a entrada de pessoas eventualmente contaminadas de outras cidades impactem nos índices da pandemia na cidade. O prefeito Axel Grael vem afirmando que Niterói está fazendo sua parte e pede que outras cidades do entorno também tomem providências.

“A situação em Niterói nos preocupa muito. A falta de medidas dos municípios vizinhos afeta Niterói, por isso nosso apelo para que também façam a sua parte. Estamos fazendo o que precisa ser feito. Não podemos perder todo o nosso esforço até agora”, enfatizou.

PACIENTES DE OUTRAS CIDADES

A prefeitura citou um levantamento realizado pelo Grupo Monitora Covid-19, uma iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta que desde março de 2020, Niterói teve mais de 37% de seus leitos ocupados por pacientes de outros municípios, contaminados com a doença. Nas internações em UTI, esse número chega a quase 40%.

Prefeito cobra medidas conjuntas na Região Metropolitana

Mais uma vez, o prefeito de Niterói reforçou a necessidade de adoção de ações coordenadas, nos níveis estadual e nacional, para frear o ritmo de contágio do Coronavírus na Região Metropolitana. Axel Grael ressaltou que, desde o início desta pandemia, Niterói tem se destacado nas políticas públicas de combate à Covid-19.

“Me preocupo muito com o que está acontecendo na Região Metropolitana. Vemos cidades que não estão fazendo nada. Nós temos procurado dialogar com as cidades vizinhas, fizemos ações com o Rio de Janeiro, com Maricá, com Itaguaí. Estamos trocando experiências, ideias e resultados. Mas infelizmente, nem todos fazem o que é preciso. Isso faz com que a nossa estrutura hospitalar seja impactada pelos pacientes que não conseguem vaga em outras cidades e vêm procurar Niterói. Como vamos negar ajuda a uma pessoa que chega na porta de um hospital precisando de atendimento? Isso é muito grave”, afirmou.

Manifestação tem aglomerações e transtornos

Na terça-feira (13), pelo terceiro dia seguido, manifestantes foram às ruas de Niterói protestar contra as medidas restritivas adotadas no município para enfrentamento da pandemia. Eles pedem o fim do lockdown e a flexibilização das medidas restritivas adotadas nas últimas semanas na cidade, ao mesmo tempo que, segundo as autoridades municipais, Niterói vive um momento de extrema gravidade da pandemia, com elevada taxa de mortalidade e de alto índice de pacientes internados em UTI, com tendência de estabilidade desses indicadores.

O ato contou com centenas de manifestantes de vários segmentos, que, aglomerados, pediam a abertura do comércio. Eles se concentraram em frente da prefeitura da cidade, de onde seguiram com um carro de som pelas ruas do Centro até a Avenida Marques do Paraná, onde fecharam a via, causando transtornos e engarrafamentos em várias vias da cidade.

No início desta semana, o prefeito Axel Grael disse que o momento não era para manifestações. “A gente está em uma democracia e é natural que haja insatisfação e que isso seja expresso, estamos em uma democracia. Eu mesmo com a minha militância social e ambientalista já organizei muitas manifestações em Niterói, isso faz parte. Mas queria chamar atenção para a questão que estamos vivendo um momento de pandemia, mas tenho visto que se tem produzido aglomeração nesse momento e isso faz com que o vírus circule mais e isso pode botar a perder todo esse esforço para voltar a um nível de controle da pandemia que permita que agente enfim possa voltar as nossas atividades mais próximas do possível da normalidade”, disse.

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