Niterói e Rio são incluídas como de risco para febre amarela

Apesar de não terem nenhum caso confirmado de febre amarela, os municípios de Niterói e do Rio foram incluídos no rol de cidades de risco para a doença, segundo comunicado da Organização Mundial da Saúde (OMS). No total foram acrescidos 88 municípios no rol de recomendação de vacina, que considerou mortes de macacos e casos de febre amarela em humanos que estão sendo investigados. No caso de Rio e Niterói, preocupam as mortes dos animais por febre amarela nas proximidades de áreas urbanas.

Seguindo outras orientações da Organização, o Ministério da Saúde anunciou, ontem, que passa a adotar a dose única da vacina de febre amarela em áreas com recomendação em todo o país, o que inclui Niterói. Para a OMS, apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir proteção para toda vida. Até agora, o Brasil era o único país do mundo que exigia duas doses.

Ontem, o Ministério da Saúde confirmou que o número de casos confirmados da doença no Brasil entre janeiro e abril deste ano foi de 586: 426 em Minas Gerais, 142 no Espírito Santo, nove no Rio e cinco em São Paulo. No mesmo período do ano passado, foram apenas 40 casos.

NOVO LOTE
O Ministério da Saúde vai disponibilizar para o Estado do Rio 1 milhão de doses de vacina nas próximas semanas. Com as novas remessas, a Secretaria Estadual de Saúde seguirá com a estratégia que vem sendo adotada desde janeiro. Atualmente, a lista de municípios prioritários conta com 64 cidades, das quais 44 já tiveram disponibilizadas doses de vacina em quantitativo suficiente para a imunização de seus habitantes. Os novos lotes servirão para abastecer os 20 municípios estratégicos, além de repor estoques de outras cidades.

“É essencial que tenhamos um plano de contingência, por exemplo, que possa ser colocado em prática em caso de necessidade”, explicou o secretário estadual de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Jr, que esteve presente à coletiva e participou, ainda durante a tarde, de reunião técnica com o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Durante a coletiva, o ministro informou ainda que está preparando a rede pública de saúde para o caso de haver necessidade da adoção do fracionamento de doses da vacina. O plano de contingência contou com a participação de representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/MS) e do Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC), com aprovação do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI) e por especialistas. A medida só será adotada em caso de necessidade de conter a expansão da doença em regiões metropolitanas que porventura precisem de ações de bloqueio. De acordo com o Ministério da Saúde, o treinamento das equipes de saúde e preparação da rede terá início em três estados – Rio de Janeiro, São Paulo e parte da Bahia.

“O plano de contingência, que inclui a possibilidade do uso de doses fracionadas, garantirá a vacinação para toda a população de regiões metropolitanas, em caso de necessidade”, Barros.

Em nota, a Prefeitura de Niterói informou que desde o aparecimento dos primeiros casos de febre amarela no estado está solicitando ao Governo do Estado o reforço na imunização contra a doença.

“Apesar de a cidade não ter nenhum caso confirmado de febre amarela há mais de 10 anos e não ter registrado nenhum caso confirmado de morte de macacos pela doença, o município abriu novas salas de imunização nas policlínicas regionais e dois novos pontos de atendimento, na Policlínica Comunitária de Jurujuba e no Médico de Família do Engenho do Mato. Equipes do Programa Médico de Família foram deslocadas para agilizar o trabalho e prestar esclarecimentos nas filas e funcionários da Saúde passaram por capacitação sobre a doença”, segue o comunicado.

Já foram vacinadas mais de 75 mil pessoas em Niterói no período de 1º de janeiro a 31 de março de 2017, cerca de 15% da população.

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