Niterói é a segunda cidade com a refeição fora de casa mais cara no Brasil

Raquel Morais –

“Eu levo marmita para o trabalho todo dia”. Essa afirmativa é de um niteroiense que não quis se identificar, mas que confessou não ganhar o tíquete suficiente para almoçar na rua todos os dias. A pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT) confirmou esse cenário, já que almoçar em restaurantes está 3,64% mais caro no país. E se o valor médio para almoçar fora de casa custa R$ 34,14, no Rio de Janeiro ninguém está sorrindo para esse assunto, já que na cidade maravilhosa esse custo é de R$ 34,49. Em Niterói, a situação é ainda mais grave, com média de R$ 39,88, bem acima da média nacional.

A técnica em enfermagem Luana Ribeiro, de 32 anos, confessa que não pode almoçar todos os dias na rua quando está de plantão. Ela disse que ganha R$ 300 por mês com alimentação, mas segundo essa pesquisa da associação, gastaria R$ 797,60. “Na verdade o restaurante onde almoço custa R$ 18 o prato com um suco. Mesmo assim não dá para almoçar os 20 dias do mês, por isso quando está no final do mês já levo minha comida de casa”, comentou.

Segundo nota, as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram os menores valores: R$ 32,77 e R$ 32,87, respectivamente. “Acreditamos que outros custos, como gás de cozinha, luz e água, por exemplo, pressionaram os estabelecimentos a fazerem o repasse para o preço final aos consumidores. Normalmente, cidades que são destinos turísticos têm preços mais altos que as demais. Por isso a pesquisa é importante. Ela auxilia os departamentos de recursos humanos das empresas a conceder o benefício alimentação com valor adequado para cada região, garantindo que o trabalhador se alimente de forma adequada e saudável”, afirmou Jessica Srour, diretora-presidente da ABBT.

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