Niterói é a nona cidade do Brasil com mais investimento em 2017

Pouco mais de R$ 287 milhões. Este foi o valor de investimentos que Niterói recebeu em 2017, colocando a cidade no quarto no lugar dos municípios com maior investimento no Sudeste e dentro dos 10 maiores investimentos do país. A cidade do Rio de Janeiro ficou em segundo, já São Gonçalo não aparece entre os 100 primeiros municípios. Apesar dos bons números do ano passado, os investimentos caíram em Niterói na comparação com o 2016. Isto é o que mostram os dados do anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, lançado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Nos quatro estados do Sudeste, em números absolutos, os maiores investimentos foram realizados em São Paulo (R$ 2 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 987,8 milhões), Belo Horizonte (R$ 526,1 milhões), Niterói (R$ 287,1 milhões) e São Bernardo do Campo (R$ 234,5 milhões). São Gonçalo está muito abaixo destes números, com apenas R$ 21,840 milhões. No ranking nacional, Niterói encontra-se em nono lugar, atrás, em sua maioria, de capitais.

Apesar da boa posição em 2017, os dados mostram que os investimentos em Niterói vinham em uma crescente desde 2013, chegando ao ano de 2016 com quase R$ 400 milhões, porém no ano seguinte houve uma queda de R$ 28,2%. A retração da capital fluminense foi ainda maior: 77,1%. São Gonçalo voltou ao ranking em 2017. A última vez que apareceu foi em 2014, quando a cidade teve um investimento de R$ 70,214 milhões, mais que o dobro registrado no ano passado. Belford Roxo e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, Ribeirão das Neves (MG), Belo Horizonte, além das cidades paulistas de Campinas, Piracicaba, Guarulhos e Osasco foram as únicas dentre as maiores na região Sudeste que conseguiram aumentar seus investimentos em 2017.

Análise feita pelo anuário Multi Cidades aponta que os investimentos realizados pelo conjunto dos municípios no país foram os mesmos de 2005. Para se ter uma noção, no período 2010-2014, a média ficou pouco abaixo de R$ 60 bilhões, em valores corrigidos. Em 2015, início da crise econômica, os investimentos recuaram para R$ 50,25 bilhões e, no ano seguinte, para R$ 42,68 bilhões. Em 2017, o montante foi de apenas R$ 27,26 bilhões.

“Vários fatores convergiram para explicar o baixíssimo patamar aplicado em obras e aquisição de equipamentos em 2017. Tradicionalmente, no primeiro ano de mandato, os investimentos tendem a ser menores que nos demais anos de governo. Mas, em 2017, o encolhimento foi muito mais acentuado do que o de praxe – em 2013, por exemplo, o valor foi de R$ 50,1 bilhões, sendo também de mandato –, o que se deve à aguda crise da economia brasileira e sua frágil e incerta recuperação em 2017”, explicou o economista Alberto Borges.

Recursos públicos cortados em 2017
Conforme o levantamento, as prefeituras destinaram R$ 13,85 bilhões de seus recursos próprios para investimentos, menor valor desde 2002. Além disso, a União e os estados cortaram drasticamente os recursos voluntários. Os balanços municipais revelam que, em 2017, a União transferiu para os municípios R$ 5,72 bilhões, 38,1% menor do que o repassado em 2016. Os estados reduziram as transferências em 31,8%, com apenas R$ 2,13 bilhões.

“O aperto fiscal da União e dos estados fizeram com que esses entes enviassem cada vez menos recursos para os investimentos municipais nos últimos três anos o que tem afetado, sobretudo, as médias e grandes cidades do país”, destacou Jonas Donizette, presidente da FNP e prefeito de o prefeito de Campinas.

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