Niterói receberá 1,1 milhão de doses da vacina Coronavac

Camilla Galeano

Foi assinado na quinta-feira (10), pelo atual prefeito Rodrigo Neves, na sede do Instituto Butantan, em São Paulo, um memorando para que a cidade de Niterói receba 1,1 milhão de doses da vacina Coronavac. Segundo o município, a quantidade solicitada é suficiente para imunizar toda a população da cidade. Niterói receberá as doses assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atestar a eficácia do imunizante, e o Instituto Butantan produzir a quantidade solicitada no acordo.

Com isso, Niterói passa a ser a única cidade do Estado do Rio, entre as 12 do país, a testar a fase 3 da vacina Coronavac, em parceria com o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O investimento de R$ 57 milhões no projeto de imunização, custando 10 dólares cada dose, foram feitos com recursos próprios do município, de acordo com a prefeitura.

Um cronograma foi montado para que a vacina chegue à população dividida em grupos prioritários. O diretor do Instituto Butantan, Raul Machado, assinou a autorização da venda e a cidade de Niterói receberá 300 mil doses no fim de janeiro para profissionais de saúde e idosos, outras 300 mil doses para o fim de fevereiro, distribuídas aos cidadãos com comorbidades e profissionais de educação, e outras 600 mil para o restante da população durante o primeiro semestre, até maio.

Na quinta-feira, foi aprovado na Câmara de Vereadores um projeto de lei que autoriza a compra de vacinas contra a Covid-19, assim que a Anvisa ateste a eficácia do imunizante e este não seja fornecido pelo Governo Federal, através do Programa Nacional de Imunizações.

Secretário Municipal de Saúde e médico, Rodrigo Oliveira e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, em visita ao Instituto Butantan.

Na mesma proposta Niterói foi autorizado a participar de consórcios com estados ou outros municípios, a fim de compartilhar recursos e tecnologias, realizar pesquisas ou desenvolver a capacidade de produção local de vacinas, especialmente por meio de órgãos e instituições públicas. A proposta está amparada na Lei 13.979/2020, que dá aos governadores e prefeitos autonomia para planejar ações contra a pandemia, como a compra de vacinas.

Em agosto, a prefeitura já havia iniciado, por meio de uma parceria com o Instituto Butantan e a Fiocruz, um programa de testes de eficácia da vacina Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotec em parceria com o instituto paulistano.

Na última terça-feira, através de uma live, o prefeito Rodrigo Neves havia afirmado que os testes foram concluídos e que tem recebido relatos positivos da Fiocruz e do Butantan quanto à imunização na fase 3 dos testes.

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