Negociação e venda de fuzis no Rio é anterior a 2010

Augusto Aguiar

Procurado por policiais brasileiros e americanos em Miami, depois de tentar enviar uma remessa de 60 fuzis para favelas do Rio via Aeroporto Internacional, o traficante de armas Frederick Barbieri já comercializava armas pesadas para traficantes do Complexo do Alemão pelo menos desde 2010, ano de implantação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na região. Mesmo na época ele era apontado como um dos grandes fornecedores dos mais variados tipos de armas para criminosos no estado.

Numa gravação com autorização da Justiça, em 2010 Frederick negocia com João Vitor Rosa, preso há uma semana, sobre a venda de fuzis e munições, chamada pelo último de “flecha” e “muni”. Investigado desde 2009, Frederick Barbieri até a tarde de ontem não tivera seu nome incluído na lista vermelha da Interpol. Ele teve a Prisão Preventiva decretada pela Justiça Federal da Bahia em maio de 2015. Em 2010, um contêiner vindo de Miami, Flórida (EUA), ficou retido no Porto de Salvador. Dentro dele havia munições e acessórios de armas de fogo de uso restrito.

Passados mais de dois anos, o nome de Frederick Barbieri não está no banco nacional de Mandados de Prisão, do Conselho Nacional de Justiça. Sabendo que poderia ser preso, Barbieri se mudou para Miami em julho de 2012. Só três anos depois, em 2015, um mandado de prisão por tráfico internacional de armas foi expedido contra ele, tornando-o foragido da Justiça brasileira.

Apesar de o nome do criminoso aparecer em monitoramentos da polícia, a investigação que levou à apreensão de 60 fuzis, na maior ação do tipo já realizada no Rio, teve início, há cerca de dois anos, a partir da morte de um policial militar em São Gonçalo. Um tiroteio dentro de um ônibus terminou com um PM e um criminoso mortos. A polícia então começou a refazer o trajeto das armas até os criminosos, chegando até a Frederick.

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