Não existe banco bonzinho

O consumidor que possui cartão de crédito e limite de cheque especial e que sempre foi adimplente começa a amargar as dificuldades perante bancos e administradoras de cartões e enfrenta a natural resistência e frieza dessas empresas.

Apesar dos grandes bancos anunciarem na televisão e em horário nobre que estão dispostos a lhe ajudar oferecendo isso e aquilo, não se engane! Ou melhor, não acredite.

São bancos, empresas que não querem saber do seu nome e querem apenas o seu capital.

Afinal, vivem de lucros e é assim que eles estão se comportando neste momento de pandemia. Sem dó. Querem é continuar ganhando.

Não há nada que demova da cabeça dos seus dirigentes que eles precisam ganhar em qualquer momento. E nesse momento de crise, eles querem mesmo é lucrar muito sobre o frágil equilíbrio financeiro e emocional geral.

Bancos quando resolveram ajudar em plena pandemia, tenha absoluta certeza, estão lucrando rios de dinheiro sobre os cadáveres dos consumidores com as suas finanças perdidas.

O verbo comum entre eles é Serasa, e o famoso “senta aqui” do parcelamento com juros “baixos” e que são cobrados sobre os juros absurdos já cobrados sobre o “atraso”, formalizando a temida e discrepante capitalização.

Uma vez indaguei a um economista se numa irreal hipótese todos os clientes de um banco quitassem seus débitos no limite do cheque especial, o que aconteceria.

A resposta veio quase que imediata: “num primeiro momento, eles estariam abarrotados de dinheiro. Mas, após um prazo médio, eles precisariam emprestar para alguém e com urgência sob pena de fracassarem sem os lucros. Contudo, os juros cairiam barbaramente. E se não conseguissem lá na frente… sei lá, é um cenário muito hipotético.”

Nesse momento de pandemia e crise, com as contas correntes no subsolo da economia pessoal, muitos que jamais estiveram assim estão, de fato, conhecendo a verdadeira face do seu banco e verificando o alto teor de maldade, que quase beira a má-fé.

Brasileiro sofre nesse quase cartel formado por 5 bancos (CEF, B. Brasil, Itaú, Bradesco e Santander) que lucram num país com mais de 200 milhões de habitantes.

E-mail: fmelloadv@hotmail.com

Site www.fariasmelloberanger.com.br

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