Municípios da Região Metropolitana registram aumento da chikungunya

Anderson Carvalho –

Pesquisa divulgada ontem pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que este ano a chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, teve um aumento de 770% em relação ao ano de 2017 nos municípios fluminenses. A febre amarela, outra doença transmitida pelo mesmo mosquito, registrou crescimento de 870% dos casos em relação ao ano passado no Estado. Em São Gonçalo, Maricá, Itaboraí e Niterói também foram verificados aumento de casos das duas doenças. De acordo com a pesquisa, a letalidade chega a 30% dos pacientes.

A Secretaria de Saúde de São Gonçalo informou que em 2018, até o momento, foram registrados 7.808 casos de chikungunya, contra 1.115 em 2017. O mês com maior incidência este ano foi abril, com 2.418. A pasta informou que a Vigilância Ambiental realiza, diariamente, visitas domiciliares para prestar orientações e localizar possíveis focos do Aedes aegypti, além de palestras em escolas, condomínios, unidades de saúde, a fim de orientar a população.

A Prefeitura de Itaboraí informou que para auxiliar na redução dos índices de infestação pelo mosquito, a Secretaria de Saúde lançou o Projeto “Brigada contra as arboviroses”. A iniciativa consiste em realizar parcerias com as empresas privadas do município para formação de funcionários e habilitá-los na função de Brigadista, para que, dentro de suas respectivas empresas, sejam capazes de encontrar possíveis focos do mosquito transmissor dos vírus da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. O projeto também foi apresentado a diretores de todas as escolas municipais com a intenção de formar os funcionários. A cidade também conta com um Comitê Intersetorial de Enfrentamento às Arboviroses, que visa discutir e elaborar estratégias de enfrentamento e combate ao mosquito transmissor vírus da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Aos sábados a secretaria realiza mutirões de combate ao mosquito Aedes aegypti em diversos bairros da cidade. A prefeitura não divulgou o número de casos deste ano.

A Prefeitura de Maricá informou que este ano foram registrados 591 até o mês de outubro. No ano passado foram 145 e em 2016, três casos de chikungunya. Já para casos de zika foram confirmados 96 em 2016, seis em 2017 e 20 até outubro deste ano. Para reduzir esses casos, a secretaria realiza ações de identificação e tratamento dos focos localizados, além da circulação de carros fumacê em rotas estabelecidas conforme as notificações de casos.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, houve redução de 9% dos casos de zika no estado e nenhuma morte. Procurada, a Secretaria de Saúde de Niterói não se manifestou até o fechamento desta edição.

REFORÇO NO COMBATE
O governo federal anunciou ontem a entrega de mil caminhonetes para auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti. A cerimônia de entrega desses veículos aconteceu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer e do ministro da Saúde, Gilberto Occhi. Segundo o ministro, foram investidos R$ 109 milhões.

“Este é um investimento para a vigilância em saúde. É um veículo que será entregue para esse trabalho, um trabalho contínuo. Todos os estados brasileiros serão contemplados”, disse Occhi. Para a entrega das caminhonetes, será observado o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). As regiões com maior risco de surto serão priorizadas na distribuição dos veículos.
O LIRAa mostra que, das 27 capitais em todo o país, Palmas, Boa Vista, Cuiabá e Rio Branco estão em risco de surto não apenas de dengue, mas também de zika e chikungunya.

Outras 12 capitais, de acordo com o estudo, registram situação de alerta: Manaus, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Brasília, São Luís, Belém, Vitória, Salvador, Porto Velho, Goiânia e Campo Grande.

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