Municipalizada, Biblioteca Parque de Niterói é reaberta

Anderson Carvalho

Após ficar fechada durante quatro meses, a Biblioteca Parque de Niterói, localizada na Praça da República, no Centro, foi reaberta ontem ao público. Na ocasião, o prefeito Rodrigo Neves e o secretário estadual de Cultura, André Lazaroni, assinaram o termo de municipalização do espaço, cuja administração passou do governo do estado para a prefeitura. A instituição estava fechada em função da crise econômica estadual. Continuará com o antigo horário de funcionamento, de terça-feira a sábado, das 11 às 19 horas. 1 - _MAF1414

Segundo o secretário municipal de Cultura, Marcos Gomes, a biblioteca conta com 10 funcionários, todos com contrato temporário e o número deverá aumentar futuramente. “A instituição tem importante acervo da história fluminense, que é o seu maior patrimônio. Onde pesquisadores e estudantes podem fazer consultas e as pessoas podem pegar livros por empréstimo. O local será administrado pela Secretaria de Cultura. Assumir a biblioteca e reabri-la foi um ato óbvio”, contou Gomes.

“A instituição é uma referência não só para Niterói, como para os municípios vizinhos do Leste Fluminense. Reservamos cinco milhões de reais para a manutenção da biblioteca até o ano de 2020. Abri-la é uma forma de prevenir contra a violência, pois enquanto os jovens estão aqui pesquisando, ficam fora das ruas”, disse Rodrigo Neves.

A Biblioteca Parque continuará sediando ainda a Academia Fluminense de Letras, no segundo andar do prédio. A entidade é presidida pelo ex-prefeito Waldenir de Bragança. Fundada em 1935, e de estilo arquitetônico neoclássico, é patrimônio histórico e referência para pesquisa.

Continuará funcionando com atendimento em multilinguagens e atividades culturais diversas. O acervo conta com mais de 60 mil itens, entre livros, jornais, revistas, enciclopédias, biografias, DVDs, músicas digitalizadas, livro e equipamentos em braile. No local, há exibições individuais de filmes, saraus de poesia, shows musicais e leituras dramatizadas. A BPN vinha recebendo, em média, 400 pessoas por dia e oito mil usuários por mês.

Em novembro de 2015, a prefeitura assumiu, através de um convênio, todos os custos relativos à manutenção do equipamento, que continuava a ser administrado pela Secretaria de Estado de Cultura. Durante todo o ano de 2016 até fevereiro deste ano, a prefeitura fez repasses mensais para o Governo do Estado, somando um investimento de R$ 2,37 milhões.

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