Multas em Niterói têm queda de 60% neste semestre

Geovanne Mendes –

Ultrapassagem em local proibido, avanço de sinal vermelho, estacionamento irregular, dirigir sem habilitação, não importa, todas essas infrações fazem parte de uma estatística que ao contrário de outras cidades do estado, em Niterói teve queda de 60% se comparado o primeiro semestre deste ano com o mesmo período de 2016. Para se ter uma ideia do avanço que os motoristas niteroienses têm obtido, em janeiro de 2016 foram registradas 8.238 infrações, sendo o mês com maior número de multas. O mês de março do mesmo ano, ao contrário, foi o de menor número de infrações registradas na cidade, com 6.124 infrações. No acumulado do semestre, foram contabilizadas 43.502 multas. Já em 2017 o semestre foi de mais conscientização por parte dos motoristas, ao todo foram registradas 17.164 multas na cidade, de acordo com o Detran. A mesma curva de índices também ocorreu este ano, em janeiro foram registradas 5.554 multas, sendo o mês com maior número de penalidades contabilizadas, já o mês de março, mais uma vez foi o mês de menor índice de infrações, com 1.428 multas.

Mas o que explicar esses números? Será realmente que o motorista niteroiense está mais atendo às regras de trânsito? Para o especialista em trânsito, Abraão Ângelo, apesar destes números do Detran ainda não terem computado os recursos dos motoristas, é notória uma preocupação em cometer infrações, estimulados principalmente pela crise financeira. Afinal, quem pretende pagar multas por ações que podem ser controladas?

“Sem dúvida alguma há uma maior preocupação da população para evitar multas. Num tempo de crise financeira nada pior do que tomar uma multa e dor de cabeça a ser evitada. Também acredito que haja uma maior conscientização quanto o respeito as leis do transito. Há de se considerar que, por conta da crise, a falta de manutenção de alguns “pardais” deve ter deixado alguns inoperantes e outros foram desligados por questão de segurança em certos horários. Em minha opinião o somatório destas observações contribuíram possivelmente para a redução do índice de multas”.

Para o comerciante Paulo César Medeiros, de 45 anos, morador do Fonseca, a crise fez com que ele dirigisse com mais cautela pela cidade. Segundo ele, com o orçamento apertado, a preocupação ao dirigir triplicou nos últimos meses. Faz bem paro o bolso do Comerciante e torna o trânsito mais humano e educado, características que fazem falta no país.

“Eu não posso pensar em receber multa, ainda mais com essa época em que vivemos, onde o dinheiro só sai para pagar tributos e impostos. Ao mesmo tempo que há essa preocupação, aqui em casa ficamos mais preocupados em seguir a risca as leis do Código de Trânsito Brasileiro”, comenta.

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