Mulim anuncia exoneração de dois mil comissionados

Anderson Carvalho

Derrotado nas urnas no primeiro turno, o prefeito de São Gonçalo, Neilton Mulim (PR), que tentou a reeleição, vai exonerar 2 mil dos cerca de 2.500 funcionários comissionados (cargos de confiança de indicação política) da prefeitura. As exonerações se devem, segundo a assessoria, a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2008 entre o Poder Executivo e o Ministério Público Estadual que determinava exonerações graduais de comissionados e a derrota eleitoral do prefeito. As demissões começarão na próxima semana.

De acordo com a assessoria, todas as áreas do governo serão atingidas. Porém, os médicos com cargos comissionados e profissionais da educação na mesma situação não serão atingidos. A prefeitura ainda garantiu que as exonerações já vinham sendo feitas aos poucos ao longo do ano e ocorrerão a cada semana, sem comprometer a prestação de serviços à população.

Em 19 de outubro do ano passado, o Sindicato dos Servidores Públicos Efetivos de São Gonçalo (Sindspef-SG) protocolou na Câmara Municipal pedido de impeachment de Mulim por improbidade administrativa, nomeações fraudulentas de cargos comissionados e desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com o governo tem maioria no Legislativo, o pedido sequer foi levado à votação em plenário.

Na ocasião, o MP também cobrou o cumprimento do TAC. Mulim chegou a se reunir com os secretários municipais e pediu que enxugassem a folha de funcionários devido à crise financeira.

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