Mulheres são as mais afetadas na pandemia de coronavírus

Uma pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU) confirma que as mulheres são as mais afetadas com a pandemia de coronavírus em todo o mundo, mesmo que o número de homens mortos representem entre 60 e 80% dos casos. As mulheres, de acordo com a pesquisa, estão mais expostas ao risco de contaminação e vulneráveis socialmente.

O relatório “Mulheres no centro da luta contra a crise Covid-19″, justifica que 70% dos trabalhadores de saúde em todo o mundo são mulheres, ou seja elas estão mais propensas a contrair o vírus. O levantamento também enumera que durante o isolamento social, os números relacionados aos crimes de feminicídio e violência doméstica também vem crescendo. Outro dado citado é que entre os idosos, o número de mulheres vivendo sozinhas é maior e com renda menor. Portanto, trabalhadoras do setor de saúde, domésticas e as trabalhadoras do setor informal serão as mais afetadas. Em meio a pandemia, as mulheres vem se dividindo entre várias atividades, como o emprego fora de casa, tarefas domésticas, aos idosos e a assistência.

O levantamento lembra que as mulheres não estão na esfera de poder de decisão em meio a pandemia, representando 25% dos parlamentares em todo o mundo e menos de 10% dos chefes de estado. No Brasil, as mulheres representam cerca de 85% atuando no setor de enfermagem, mais de 45% atuando como médicas, e 85% como cuidadoras de idosos.

De acordo com os dados do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), o quadro da categoria no país é composta com grande parte dessa força de trabalho situada na Região Sudeste , com cerca de 3,5 milhões de trabalhadores, sendo 50% na área de enfermagem. Na área, a presença feminina é predominante , mais de 84%. No Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informou que quarentena gerou um aumento de quase 9% no número de ligações para o canal Ligue 180, que recebe denúncias de violência contra a mulher: enquanto a média diária entre os dias 1° e 16 de março foi de 3.045 ligações e 829 denúncias, entre os dias 17 e 25 de março foram 3.303 ligações e 978 denúncias.

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