Mulheres estão à frente de 40% dos lares fluminenses

Para dar mais embasamento aos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da ‘Casa’ promoveu para lançar o projeto “Rio em Números”, uma publicação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) em parceria com o Instituto Fecomércio RJ de Pesquisas e Análises (IFec).
O documento reúne dados de diferentes áreas do estado ao longo dos anos e demonstra como a desigualdade social ainda persiste. De acordo com a publicação, quase 40% dos lares fluminenses são chefiados por mulheres, o dobro do percentual de 10 anos atrás. Além disso, 56% das famílias lideradas por mulheres pretas ou pardas estão abaixo da linha da pobreza (ou seja, têm rendimentos mensais entre R$ 150 e R$ 300). No mercado de trabalho, a taxa de desemprego está em 14,6% e, entre a população com idade entre 18 e 24 anos, o índice chega a 32%. Na Região Metropolitana, 20% dos jovens entre 15 e 19 anos não estudam e nem trabalham.
“Como podemos falar em crescimento econômico, evolução de investimentos e atração de empresas se a gente tem uma realidade tão chocante como essa em relação àquelas pessoas que são potenciais compradores?”, criticou o economista da Fecomércio RJ, João Gomes, responsável pela apresentação dos dados. Para ele, o investimento em Educação será a chave para melhorar os indicadores sociais do Estado. “Sem educação, sem qualificação, não vamos romper o ciclo da pobreza, não vamos ganhar produtividade, não vamos ganhar renda, não vamos crescer”, completou.
O presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), reiterou a necessidade de investimento no setor e destacou dados do documento que mostram que mais de 23% das pessoas com 15 anos ou mais não possuem o Ensino Fundamental completo. No interior, esse índice chega a cerca de 31%. “São dados chocantes, principalmente no tocante à Educação, que se refletem no aumento da violência e na empregabilidade. A gente espera que a Fecomércio, futuramente, possa produzir outros documentos como esse e que tragam dados melhores”, disse o parlamentar que também preside o Fórum.

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