Mulher morta em frente ao Detran era acusada de mandar matar vereador Lúcio do Nevada em 2012

A morte de Mariana Soares Queiroz da Silva pode não ter sido apenas mais uma triste consequência da violência cotidiana. Isso porque ela era uma das acusadas de integrar a quadrilha que assassinou o vereador Lúcio do Nevada, em novembro de 2012.

A vítima do crime que aconteceu hoje à tarde em frente ao posto do Detran, no Fonseca, na Zona Norte, é a mesma que foi denunciada por ter sido a mandante do crime. Na ocasião, ela era a chefe de gabinete do vereador Carlos Macedo, suplente que ficou com a vaga do parlamentar assassinado.

A confirmação da notícia foi dada pelo advogado da acusada, Odir de Araújo Filho. Em contato feito por telefone, ele informou que, inicialmente, não tinha a informação se a pessoa morte hoje era a mesma que respondia pelo crime na Justiça. Posteriormente, ele retornou o contato confirmando a informação.

“Infelizmente é ela, sim. Entrei em contato com os outros advogados que atuam nesse processo e também com a família. Todos confirmaram a informação”, afirmou Araújo Filho.

Audiência estava marcada para 28 de julho

O processo contra Mariana corria desde 2013. Atualmente se encontrava na 3ª Vara Criminal, localizado no Centro de Niterói. Uma audiência estava marcada para o dia 1º de julho, numa quinta-feira. Entretanto, a sessão foi remarcada para o dia 28 do mesmo mês por causa de um pedido da defesa. Os advogados da acusada alegaram que ela não poderia comparecer por estar com sintomas parecidos aos da Covid-19

“A Defesa da acusada Mariana requer a redesignação da sessão plenária de julgamento designada para o dia 01/07/2021, aduzindo haver suspeitas médicas de que a ré estaria acometida pelo novo Coronavírus”, diz trecho do documento.

Ministério Público pediu cassação de suplente em 2020

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu, no ano passado, a cassação do vereador Carlos Macedo por “valer-se de seu cargo e de sua influência para determinar e autorizar a nomeação de diversas pessoas para o exercício de funções públicas”.

A denúncia ainda afirma que “de acordo com as investigações conduzidas pelo GAECC/MPRJ, o político, auxiliado diretamente por sua então chefe de gabinete, Mariana Soares Queiroz da Silva, nomeou e utilizou sua influência política para nomear Luiz Alberto Mendonça da Silva, Paulo de Tarso Balzana e Maria Zélia Silva para o exercício de cargos comissionados, sem que os mesmos desempenhassem qualquer função pública. Os funcionários não ocupavam efetivamente seus cargos, ficando à disposição dos interesses privados de Carlos Alberto”.

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