Mulher e adolescente são baleadas durante operação

Uma mulher de 22 anos e a prima, que tem apenas 12, foram atingidas por balas perdidas, na manhã de sexta-feira (19), no bairro Vila Candoza, em São Gonçalo. No momento em que elas foram baleadas, o 7º BPM (São Gonçalo) realizava operação no local.

A mãe da adolescente as socorreu ao Hospital estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, onde deram entrada por volta de 12h10. As duas foram atendidas no setor de emergência do hospital. Segundo a unidade de saúde, a adolescente foi medicada e recebeu alta, já sua prima está estável, fazendo novos exames

Questionada sobre o fato, a Polícia Militar informou que policiais militares do 7ºBPM (São Gonçalo) estavam atuando na comunidade da Alma e na Vila Candoza, no município de São Gonçalo. A ação foi desencadeada para coibir confrontos envolvendo grupos criminosos e a movimentação destes pela região, até o fechamento desta matéria, o balanço não havia sido divulgado.

Ainda segundo a PM, equipes policiais no local foram atacadas por disparos de arma de fogo e reagiram. Uma outra equipe policial do 7º BPM foi deslocada para verificar a entrada de feridos no Hospital Estadual Alberto Torres. No local, os policiais constataram que duas pessoas feridas deram entrada na unidade de saúde e receberam atendimento médico, sendo liberadas.

Disputa entre facções

A disputa entre duas facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas no Complexo da Alma é alvo de investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG). Na edição de 16 de janeiro, A TRIBUNA informou, em primeira mão, que a especializada já identificou os criminosos que participam do confronto, que vem causando uma onda de violência na localidade.

“Já estamos com, praticamente, os integrantes das duas facções identificados. Já representamos pela prisão e a gente espera em breve efetuar a prisão desses elementos que foram identificados. Isso demanda um planejamento até para não aumentar o perigo em relação à população. A gente tem monitorado o que tem acontecido e a ideia é dar uma solução, em conjunto com a própria Polícia Militar”, disse, na ocasião, o delegado Mário Lamblet, responsável pela investigação.

Vítor d’Avila

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