Mulher de Nem da Rocinha é punida por beijar outra em presídio

A esposa do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, foi punida administrativamente por beijar outra detenta no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói. Danúbia de Souza Rangel está presa desde outubro de 2017. Ela foi condenada a 17 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de associação ao tráfico e corrupção ativa, além de ser acusada de auxiliar o marido a seguir comandando, da cadeia, o tráfico de drogas na Rocinha.

Com essa punição, o juíz da Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio, Leonardo Rodrigues da Silva Picanço, negou a concessão de livramento condicional para Danúbia no último dia 27 de janeiro. Na decisão, o juiz afirma que, apesar de a presa ter cumprido o tempo de pena necessário para obter o benefício, não possui comportamento considerado satisfatório.

De acordo com o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), a inspetora Bárbara Cristina relata que em janeiro de 2020,após um banho de sol, a detenta Carolaine Souza da Silva, foi até a cela onde estava Danúbia e se beijaram mesmo já tendo sido advertidas anteriormente pelo mesmo motivo.

Danúbia contestou a versão e disse que Carolaine apenas deu um beijo em sua testa, como consolo pelo dia do aniversário de morte da sua filha. A Secretaria de Administração penitenciária considerou que Danúbia cometeu falta grave.


Em outubro de 2019, Danúbia cometeu outra falta consideraDa grave, quando encontraram um telefone celular com fotos suas no presídio em que estava na época.

Os advogados de Danúbia conseguiram, em setembro do ano passado, reduzir a condenação de 17 anos e quatro meses para oito anos, dois meses e 20 dias.

Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) disse que “a decisão do juiz da VEP considerou o fato de existir no sistema a anotação de uma falta grave em desfavor da Danúbia de Souza Rangel, que ocorreu  em janeiro de 2020, conforme apurado no PAD  instaurado pela Seap. De acordo com o PAD, a falta grave ocorreu em razão do ato de desobediência da apenada. Após o apontamento da falta grave não houve por parte da defesa da Danúbia qualquer iniciativa de recorrer da decisão. Assim, permanece o registro da falta grave, o que inviabilizou a concessão da progressão”.

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