Mudanças viárias no Centro congestionam a Rua Saldanha Marinho

Geovanne Mendes

A vida dos motoristas que utilizam a Rua Saldanha Marinho, no Centro de Niterói, tem sido muito complicada nos últimos meses. Tudo isso por causa da construção de um novo mergulhão na cidade, mais precisamente no cruzamento da Avenida Feliciano Sodré com o início da Avenida Jansen de Melo. Horas de engarrafamento, buzinaços, uma confusão no trânsito, esse foi o cenário que a nossa equipe de reportagem encontrou enquanto passava pelo local. Muitos motoristas, revoltados com o aumento no fluxo de veículo na rua, garantem que a via não comporta mais tantos carros, que estão sendo desviados para a região por causa das obras da passagem subterrânea e garantem que a solução para todos os problemas seria abrir ao trânsito de veículos leves a Avenida Feliciano Sodré, na região da RioDecor, hoje somente ônibus podem passar pelo local.

“A Rua Saldanha Marinho se transformou num inferno depois dessa obra do mergulhão. Não sou contra a obra, mas um estudo maior deveria ter sido feito e a Avenida Feliciano Sodré, que é uma via larga e conhecida da população deveria ser aberta para carros leves”, desabafou o taxista Silvio Marins.

“Eu acho muito complicado essa situação aqui, muito carro, todo mundo querendo passar ao mesmo tempo e a rua não comporta isso. É muito carro para pouca rua”, gritou outro motorista enquanto passava com o carro.

De acordo com a urbanista Regina Bienenstein, todo plano de urbanização tem que passar por estudos de impacto em todas as regiões e arredores das obras. Ela discorda de como algumas ações são feitas no município, como o caso da Rua Saldanha Marinho, uma via estreita e com um grande fluxo de automóveis, a melhor alternativa seria um estudo técnico maior para evitar que o motorista sofra tanto com os engarrafamentos.

“Eu não gosto como algumas obras são realizadas, tenho a certeza que um plano técnico deve ser realizado para minimizar os impactos de uma obra como essa do mergulhão”, concluiu a urbanista.

Prevista no contrato de concessão da Ponte Rio-Niterói, a obra do mergulhão da Praça Renascença começou em outubro do ano passado. A obra custará R$ 70 milhões e é apontada como solução para um dos principais gargalos no trânsito da cidade. No projeto original da Ponte Rio-Niterói, inaugurada há mais de 40 anos, já estava prevista a construção do túnel. A obra deverá ficar pronta em maio deste ano, segundo a Ecoponte. Depois de inaugurada, mudará a dinâmica viária da região. Com o mergulhão, os veículos que vêm da Avenida Feliciano Sodré — exclusivamente os ônibus — e da Rua Manoel Pachêco de Carvalho poderão acessar diretamente a Alameda São Boaventura e a Avenida do Contorno sem precisar parar no sinal existente na esquina com a Avenida Jansen de Melo, assim como não precisarão contornar a Praça Renascença. A passagem por baixo da pista será em linha reta e terá 511 metros de percurso, sendo 366 metros de rampas — com duas ou três faixas de rolamento — e 145 metros de trecho subterrâneo — com três faixas de três metros de largura cada.

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