Mudanças na Região Oceânica animam os niteroienses

Raquel Morais –

Os projetos de estudos das condições ambientais do sistema lagunar Piratininga – Itaipu, na Região Oceânica, ganharam algumas alterações. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial de ontem junto com prorrogação do prazo de vigência dos projeto básico e executivo, além de estudo, para implantação do Parque Orla Piratininga. Os dois planos são muito aguardados pelos niteroienses, que já comemoram o avanço.

Sobre os estudos das lagoas, de Piratininga e Itaipu, a publicação informou que o valor teve acréscimo de 15,11%, que corresponde a R$ 176.748,00 e uma supressão de 3% correspondente a R$ 35.100,00, resultando num acréscimo ao valor contratual de R$ 141.648,00, cujo valor total passa a ser R$ 1.311.648,00. Já sobre os estudos do Parque Orla Piratininga foi publicada a prorrogação do prazo, sem alteração do valor, para os dois projetos. Serão quatro meses contados a partir de 17 de março desse ano, com valor de R$ 1.697.200,00.

“Essas obras são de muita importância para a Região Oceânica e para a cidade toda. Mais do que importante é um dos projetos que mais vão marcar a região. Envolve sustentabilidade, meio ambiente, economia, urbanização da orla e muitos outros impactos positivos. As pessoas vão poder voltar a passear, pescar e tudo que sempre foi feito. Eu mesmo já mergulhei nas lagoas e isso tem que ser resgatado. Existe uma expectativa para isso acontecer. O Parque Orla é a mesma coisa. Será de muita valia para o município e será uma mudança em Piratininga, inclusive com a revitalização do calçadão”, contou o administrador Regional da Região Oceânica, Carlos Boechat.

E uma pessoa que sabe bem sobre a importância da recuperação do calçadão é o comerciante Manoel Francisco da Silva, 47 anos, conhecido como Maçarico. Ele foi um dos trabalhadores que perderam o quiosque na ressaca de 2016 que destruiu parte do calçadão. “Completei três anos nesse trailer improvisado e minha renda continua muito comprometida. Não posso trabalhar com comida e isso é muito ruim. Eu não entendo essa demora para a obra. Ainda estão fazendo os estudos para depois começar a obra. Esta demorando demais”, desabafou.

De acordo com a Prefeitura, em relação aos Estudos sobre a dinâmica hídrica e ambiental do Sistema lagunar itaipu-Piratininga, com o avanço dos estudos ambientais verificou-se a necessidade de ampliação das amostragens de água nos rios contribuintes às lagoas e nas próprias lagoas, bem como a realização de novos estudos relativos à batimetria e análise dos efluentes das estações de tratamentos de esgotos. Houve acréscimo do escopo do estudo, sem necessidade de alteração no prazo.

“Já sobre o Parque Orla Piratininga, o projeto abrange características inovadoras, com incorporação de tecnologias recém aplicadas no contexto nacional, no que diz respeito à recuperação ambiental. Desta forma, a elaboração dos projetos foi marcada por uma grande rodada de discussões técnicas entre a equipe do Consórcio e da Prefeitura de Niterói com vistas a escolher a melhor solução possível para o Parque, tendo sido propostas novas soluções além das inicialmente previstas. Em consequência, foi demandado maior tempo para consolidação e aprovação das novas propostas”, esclareceu o governo municipal.

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