Mudança climática traz possibilidade de ressaca

Augusto Aguiar

Meteorologistas avisam que uma frente fria avança por alto-mar, na altura do Rio, e já virou vento no Sul do estado e na Região Metropolitana. Os ventos passam a trazer mais umidade do mar, a nebulosidade tende a aumentar e há previsão de chuva fraca entre à tarde e a noite desta sexta-feira (16). A capital, que teve um início de semana muito quente, começa a sentir também a diminuição do calor. A máxima prevista pelo Climatempo ontem foi de 31°C, na quarta-feira a temperatura chegou aos 36°C e na terça-feira atingiu os 38°C, em sua maior alta, registrada na Zona Oeste do Rio.

Nesta sexta, de acordo com as previsões, o Rio terá chuva fraca ou apenas garoa. Na capital fluminense a temperatura cai mais um pouco e será um dia bem mais ameno.
A nova frente fria chegou ao longo de ontem no estado e provocou mudanças no tempo. O forte calor dos últimos dias diminuiu. Há previsão de chuva forte para a Região Serrana. A Região dos Lagos e o Norte Fluminense também terão pancadas de chuva. Segundo o Climatempo, essa mudança de clima pode acarretar agitação no mar. Os proprietários de quiosques na Praia de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, lembram bem que tipo de transtorno esse fenômeno representou, sobretudo nos anos de 1996, 2011 e em abril desse ano, quando a força do mar destruiu grande parte do calçadão da orla. Até a manhã de ontem os comerciantes afirmaram que não receberam nenhuma notícia que pudesse representar a realização dos devidos reparos dos danos causados na última ressaca.

“A última vez que ocorreu foi no dia 23 de abril desse ano, mas já havia acontecido em outras ocasiões, mas os que causaram os piores danos foram o desse ano, além de 1996 e 2011. A força da água do mar fez com que o terreno cedesse junto ao calçadão. Os próprios proprietários de quiosques tiveram que refazer parte dos danos e repor calçamento. A gente só quer trabalhar e não é nem questão de ressarcimento. Na ocasião, a Defesa Civil chegou a interditar o trecho. Por enquanto não apareceu ninguém por aqui para tomar uma providência”, explicou Fábio Santana, proprietário de quiosque.

“Estou tentando sobreviver e vender as mercadorias do outro lado da rua (Avenida Tamandaré) para não ter um prejuízo ainda maior, pois onde está situado o meu quiosque a calçada foi destruída. Quando a água do mar fez com que a calçada cedesse (em abril), me disseram que tomariam providências no mês de setembro. Estou aguardando. Me deram até uma autorização para instalar um trêiler, enquanto isso. Vou colocar até resolver a situação. Por enquanto ou vendendo só coco, pois estou impossibilitado de vender outras mercadorias nessa situação”, afirmou Manuel Francisco, conhecido como Maçarico, proprietário de quiosque que foi bastante danificado com a ressaca do mar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 + 2 =