MPRJ obtém decisão que torna indisponíveis os bens do prefeito e do ex-secretário de Obras de Niterói

Ao tomar conhecimento de decisão da Juiza da 3ª Vara Criminal determinando o bloqueio de seus bens e do ex-secretário Domício Mascaraenhas, até o montante de R$ 10,9 milhões, o prefeito Rodrigo Neves (PDT) negou ter recebido propinas das empresas de ônibus, como consta de denúncia do Ministério Público (MPRJ), acrescentando só possuir uma conta bancária, relativa aos seus vencimentos e apenas um imóvel onde reside com a família, na rua Vereador Duque Estrada, situada entre o Cubango e Santa Rosa.

Em seu despacho a juíza diz que “em exame dos documentos que instruem a peça exordial, verifica-se haver fortes indícios de condutas atribuídas aos demandados, estando devidamente apontados os danos ao erário, bem como os principais beneficiados das expressivas quantias, oriundas de esquema criminoso, envolvendo as empresas de transporte rodoviário no município”, disse no texto.

Segundo o MPRJ, o “esquema em Niterói” é similar ao que envolveu a Fetranspor e o ex-governador Ségio Cabral (MDB), relativamente à gratuidade nas passagens de ônibus. A defesa do prefeito Rodrigo Neves, na ocasião da sua prisão em dezembro de 2018, disse que suas contas foram avaliadas pelo antigo COAF, comprovando não ter havido anormalidade na sua movimentação financeira.

Em nota da sua assessoria, Rodrigo Neves disse confiar nos colegiados da Justiça para reparar “tal violência”.

DEFESA — A defesa do prefeito esclareceu que ele ainda não foi notificado sobre a decisão nem sobre o processo. O prefeito ressaltou que não será afetado pela decisão porque inclusive está no cheque especial. A defesa manifestou estranhamento pelo fato de que, em todo esse processo, o prefeito sequer tenha sido ouvido. “Foram omitidos os dados do COAF, órgão que controla atividades financeiras, que comprovavam sua inocência, além de terem mentido sobre uma empresa de ambulâncias que supostamente seria de sua esposa. Rodrigo Neves teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados e nenhuma irregularidade foi encontrada”, disse o texto de defesa do prefeito.

“As ilações e mentiras não estão em harmonia com uma administração que é a primeira do Rio em Gestão e Transparência segundo rankings independentes. Assim que for notificada, a defesa recorrerá e confia que, nos colegiados da Justiça, tal violência será reparada”, concluiu a defesa do prefeito.

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