MP investiga hospital de Búzios por suposta infestação de roedores

Wellington Serrano

Promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investigam a suspeita de que ratos infestavam o Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perisse (HMRP), em São José, na Armação de Búzios, informou o órgão com exclusividade para A TRIBUNA. As Promotorias de Justiça de Armação dos Búzios receberam ainda reclamação sobre a falta de insumos e remédios do hospital e a má prestação dos serviços.
“Um procedimento interno foi aberto e será agora encaminhado para as Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio, que têm a atribuição sobre as questões relacionadas à saúde de Búzios”, disse o MP-RJ em nota.

O caso dos roedores e outras denúncias, como a de que empresas na saúde ligadas ao prefeito estariam sendo beneficiadas, chamaram a atenção do MP, da Vigilância Sanitária, do Conselho Regional de Medicina (CRM) e do Conselho Regional de Enfermagem (Coren). No começo de fevereiro, a vereadora Gladys Costa (PRB) fez uma representação criminal contra o secretário municipal de Saúde, Fabio Henrique Passos Waknin.

A suspeita é a de que as mortes de vários pacientes tenham relação com a falta de organização da secretaria. “O governo tem tanta sujeira debaixo do tapete que dá até medo. Mas vamos na justiça buscar nossos direitos que não podem ser atingidos por causa do despreparo das pessoas que não conseguem governar a cidade”, ressalta.

AUDIÊNCIA

Na tarde de ontem o secretário Fabio Henrique e a adjunta, Vera Lucia de Oliveira, estiveram na Câmara de Vereadores durante prestação de contas da Saúde referente ao 3º quadrimestre de 2016.

Na ocasião, indagada pelos vereadores sobre o aumento da taxa de mortalidade de búzios e o atendimento do hospital, Vera Lucia, admitiu a espera de duas horas no atendimento e colocou a culpa na crise econômica. “É um problema sem cura em nossa cidade. Cada vez mais gente vem morar aqui e outros são trazidos de fora. A saúde em nosso entorno das cidades vizinhas está um caos e estão todos vindos para cá”, admite.

O secretário Fabio Henrique disse que está há 23 dias de frente da pasta e prometeu prioridade na compra de medicamentos, a volta de exames e revelou que vai providenciar os pagamentos dos prestadores de serviço. “A grande dificuldade é o insumo que é o mais caro. Não temos nem luvas para operar ninguém. A nossa recuperação médica está chegando e será em breve”, explica o secretário que é médico do Bombeiro.

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