MP denuncia seis por morte de Fernando Iggnácio

Seis pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), acusadas de participação na morte do contraventor Fernando Iggnacio, no dia 10 de novembro de 2020. A vítima e o mandante do crime, o denunciado Rogério de Andrade, são, respectivamente, genro e sobrinho do falecido contraventor Castor de Andrade, que foi chefe do jogo do bicho no Estado do Rio de Janeiro

De acordo com a denúncia, oferecida na quinta-feira (11) junto à 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri, o crime foi cometido por Rodrigo Silva das Neves, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, vulgo Farofa, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, vulgo Pedrinho, e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, seguindo ordens de Marcio Araujo de Souza e Rogério Costa de Andrade e Silva, vconhecido comoPatrão.

O assassinato acontecei no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, por volta das 9h, os quatro primeiros acisados chegaram de automóvel ao local do crime, tendo três deles invadido o terreno baldio que faz divisa com o heliporto, munidos de, pelo menos, duas armas de fogo de alta energia cinética (fuzis PARA FAL e AK-47, ambos de calibre 7,62 mm). Após aguardarem por cerca de quatro horas, Fernando Iggnacio desembarcou em seu helicóptero, retornando de Angra dos Reis.

Na sequência, os denunciados, então, posicionaram suas armas em cima do muro contíguo ao do estacionamento do heliporto, a uma distância de, aproximadamente, quatro metros do local onde estava estacionado o automóvel dele. A vítima foi alvejada com três disparos, um deles na região da cabeça.

Ainda segundo a denúncia, Marcio Araujo de Souza, um dos responsáveis pela segurança pessoal de Rogério de Andrade, foi o responsável por contratar, a mando de Rogério, os demais denunciados para executarem o crime. A investigação identificou que Rodrigo das Neves e Ygor da Cruz já trabalharam como seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo patrono é Rogério de Andrade. Todos os seis foram denunciados por homicídio qualificado.

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