MP combate milícia em Magé

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realiza de hoje (9) uma operação de combate a milícia atuante em Magé, na baixada fluminense. São 16 pessoas denunciadas, dez mandados de prisão, sendo nove cumpridos até o final da manhã, e 29 de busca e apreensão. A ação feita através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), e a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), tem o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

Segundo denúncia, o líder da milícia é André Cosme da Costa Franco, vulgo André Careca. Ele foi um dos presos durante a operação. De acordo com o delegado a frente do caso, Moyses Santana, André é conhecido por sua violência. O acusado foi encontrado em casa e na residência os policiais encontraram uma miniatura de um blindado do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), blindado da Polícia Militar usado em operações. Parceiros de ilegalidades do acusado teriam a função de, armados, cobrarem por “taxas de segurança”, fazerem agiotagem, entre outros crimes. Na ação foi apreendido ainda um revólver, armas brancas, dinheiro, dentro outros itens.

Outro importante membro do grupo era, de mesmo nome, André Antonio Lopes do Nascimento, o Sargento Lopes, vereador pelo PSD em Magé e candidato a prefeitura da cidade. De acordo com o delegado, o político facilitava a atuação do bando ao não reprimir os crimes. Ainda segundo informações, foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro 64 mandados de busca e apreensão contra Lopes. Segundo o delegado, o filho do candidato, conhecido como Andrezinho também é investigado.

A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, responsável por expedir dos mandados a pedido do GAECO/MRPJ. Ainda de acordo com as informações, o grupo trabalha de forma organizada por setores. A milícia é investigada homicídios e torturas realizados na região. O regime de terror aconteceria com o objetivo de “manter a ordem” e impor domínio. Além destes crimes, o grupo é acusado de furto de combustível, venda de cigarros, a comercialização de cestas básicas, atividades específicas de grupos criminosos milicianos como o monopólio de venda de gás de cozinha aos moradores das localidades onde atuam somado da imposição de serviço clandestino de TV a cabo.

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