MP apura incêndio na Prefeitura de São Gonçalo em 2017

Anderson Carvalho –

Mais de seis meses depois, o motivo do incêndio na sede administrativa da Prefeitura de São Gonçalo, ocorrido em 15 de setembro do ano passado – é um mistério para a população. Após a perícia fazer o laudo sobre fato, a 72ª DP (Mutuá), que apurou o caso, enviou o documento à Promotoria de Tutela Coletiva de São Gonçalo, vinculada ao Ministério Público Estadual. O conteúdo do laudo não foi divulgado. A prefeitura afirmou que não tem recursos para reconstruir a parte atingida pelo fogo. O mesmo vale para as antigas instalações da Câmara Municipal.

Procurada pela reportagem, a prefeitura ainda desconhece quanto custaria para reformar a parte destruída. Até o momento, o Poder Executivo tem pago, mensalmente, cerca de R$ 5.600 com aluguel e condomínio das salas que estão sendo utilizadas pelas secretarias após o incêndio. No incêndio foram atingidas as pastas de Meio Ambiente, de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e de Compras e a Subsecretaria de Fiscalização e Posturas. As duas primeiras estão usando salas da Associação Comercial e Empresarial de São Gonçalo, na Rua Feliciano Sodré. A terceira está em um prédio na Rua Coronel Rodrigues e a de Compras usa salas cedidas por outras secretarias no próprio órgão. A Subsecretaria de Fiscalização e Posturas atende em uma sala no Partage Shopping, na Rua Presidente Kennedy, também no Centro.

Desde setembro até o último dia 18, a prefeitura pagou por mês R$ 145 mil com a locação de três geradores, que funcionaram na sede da prefeitura por conta do incêndio, totalizando R$ 884.250 em quase seis meses, somando aluguéis dos equipamentos e óleo diesel. O Executivo informou que depois os equipamentos foram retirados e o serviço passou a ser feito através dos geradores da garagem municipal. Outra providência tomada pela prefeitura foi a retirada da caixa d’água que havia sobre o que restou da parte atingida, para que não transformasse em foco de dengue.

Com o incêndio muitos processos que estavam na Subsecretaria de Posturas e na Secretaria de Meio Ambiente, inclusive documentos licitatórios, foram perdidos. Boa parte deles não era digitalizada. O prazo de todos eles foi prorrogado para não prejudicar a população.

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