Movimento cultural ‘Niterói vai Sumir’ completa 41 anos

O movimento cultural ‘Niterói vai Sumir’, que mudou o setor no município a no final da década de 1970, completa 41 anos no próximo dia 18. Para celebrar o evento, que aconteceu nos dias 18 e 19 de agosto de 1979, alguns artistas envolvidos da época como Byafra e Marcos Sabino, vão participar de uma live junto com o presidente da Fundação de Artes de Niterói (FAN), André Diniz, em tributo à data no dia 1º de setembro, às 21h. Além disso, também será lançado um vídeo com depoimentos dos artistas que participaram em forma de documentário.

O ‘Niterói vai Sumir’ foi um movimento de resistência cultural organizado para ir contra modificações propostas no governo da época. Essas mudanças incluíam a falta de valorização da cultura do município, como por exemplo, a possibilidade de acabar com a Fundação de Atividades Culturais (FAC), atual FAN.

“Íamos participar do lançamento de uma revista e também fizemos um show no antigo Teatro Leopoldo Fróes, no Centro de Niterói. Na década de 70 era um grande centro de cultura da cidade pois o Teatro Municipal estava deteriorado. A maioria dos espetáculos eram feitos nesse teatro”, lembra o cantor e compositor Marcos Sabino, que na época adotava o nome artístico de Marcos Peninha.

Após o show o movimento conseguiu trazer notoriedade para a cultura niteroiense.

“Conseguimos o apoio desses artistas e foi tão fascinante que fizemos dois shows. Em setembro fizemos novamente outro show e já estávamos mais fortes”, frisou Sabino, fazendo referência ao segundo show, chamado ‘Niterói vai Assumir’, com três apresentações.

“O movimento marcou definitivamente um novo ciclo para música da Cidade a partir dos shows. A música de Niterói foi observada pelas gravadoras que vinham na cidade contratar os artistas”, contou o cantor.

“Cheguei a ser contratado pelo produtor João Augusto, que trabalhava em uma gravadora, para meu primeiro disco. Nós mudamos a estrutura cultural da cidade”, pontuou.

Amigo de profissão que também participou do movimento, Byafra lembra saudoso o momento.

“Esse movimento serviu como um estímulo para a cultura não acabar em Niterói. Comemorar 41 anos é um momento de felicidade. Seria um sonho fazer um show presencialmente para comemorar esse aniversário. Esse movimento foi muito importante para o que veio depois e tivemos muitas novidades como a criação do Niterói Discos. Valorizou a cultura e os artistas de Niterói”, finalizou.

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