Movimento aumenta nas unidades públicas de saúde

Raquel Morais –

A queda nas contratações dos planos de saúde em Niterói e São Gonçalo, divulgada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pode estar diretamente ligada ao aumento do fluxo de pacientes em emergências das redes municipais e estaduais das duas cidades. Apesar de a Secretaria de Estado de Saúde (SES) não divulgar até o fechamento dessa edição se houve aumento ou não dos atendimentos nos últimos meses, o movimento na frente dos principais hospitais da rede estadual em Niterói e São Gonçalo é grande. Na rede municipal acontece o mesmo e pacientes elogiaram os serviços prestados em várias unidades visitadas pela reportagem de A TRIBUNA. Segundo a prefeitura, a Unidade de Urgência Dr. Mário Monteiro, no Cafubá, que fazia em média 6 mil atendimentos por mês, passou a fazer 11 mil atendimentos. O Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, que realizava, em média, 3.500 atendimentos/mês agora realiza 7 mil atendimentos/mês.

Na unidade de Fonseca, as mães aprovaram os serviços dos médicos e enfermeiros apesar da demanda maior. “Meu filho teve febre de madrugada e foi muito bem atendido. Entre a entrada e a saída já medicado levei menos de uma hora”, comentou a empregada doméstica Dirlande Nascimento, de 34 anos.

No Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no mesmo bairro e atrás do Getulinho, os elogios também foram maiores do que as críticas. Apenas o tomógrafo, quebrado há anos, foi alvo de reclamação de uma paciente que não quis se identificar. A SES informou, na última segunda-feira, que a unidade está finalizando obras de adequação para a instalação do aparelho de tomografia.

Em São Gonçalo o movimento de pacientes também é intenso e a administração municipal confirmou o aumento da demanda no Pronto Socorro Central, no Zé Garoto, com cerca de 1,1 mil atendimentos por dia.

“O Pronto Socorro é a única unidade de urgência e emergência de cidade. Nenhum paciente é recusado. Todos são atendidos de acordo com a classificação de risco”, explicou a nota.

A dona de casa Nilcéia Guedes, de 56 anos, contou que sempre cuidou da própria saúde e do seu marido na rede pública de São Gonçalo.

“Eu já tive plano de saúde, mas acabei cancelando pouco tempo depois. Eu não vi a necessidade desse gasto e até o momento consigo fazer assim. Não sei como ficará daqui a um tempo, mas por enquanto está dando tudo certo para a gente”, frisou.

No Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), a gerente de loja Gabriela Rosa, de 32 anos, disse que sua mãe foi mal atendida no Pronto Socorro e optou pela outra unidade no Colubandê.

“Minha mãe quebrou o punho e o atendimento foi rápido e com muito carinho. Isso tinha que acontecer sempre e em todas as unidades. Nem precisaríamos de plano de saúde. Mas lá no PSSG a gente foi muito mal atendida”, pontuou a filha da senhora Rosângela Santa Rosa, de 59 anos.

A Prefeitura de São Gonçalo não se manifestou sobre a queixa até o fechamento dessa edição. Além da SES, a Prefeitura de Niterói também foi questionada sobre a quantidade de atendimentos e se houve aumento na demanda da unidade citada na matéria, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou sobre os assuntos.

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