Movimento ‘abraça’ prédio da Biblioteca Parque

Weligton Serrano

Um abraço de respeito e um ato de protesto. Na tarde desta quinta-feira (08), servidores, organizadores e simpatizantes da campanha “A Biblioteca Parque é nossa” foram para as ruas de Niterói em um ato público para cobrar uma garantia de funcionamento do prédio da biblioteca de Niterói.

A ideia de mobilizar as pessoas em torno do funcionamento da biblioteca nasceu durante o evento Chá com Poesia e partiu da união de instituições que utilizam o espaço para apresentações, como conta a professora especial Maria de Fátima Vieira. “Acompanhamos essa situação pela imprensa e conversei com alguns amigos sobre este fato. Então, nós do Centro de Convivência, artistas, escritores e poetas da cidade com o apoio do Grupo Teatro Novo, que é composto por portadores da Síndrome de Down, decidimos que é necessário mobilizarmos a sociedade”, disse a professora.

Apoiando a causa a ativista social e professora de dança, Jammysaid, de 38 anos, abraçou a ideia e falou sobre a carência que a cidade tem de espaços como a biblioteca. “O prefeito Rodrigo Neves tem que assumir logo a biblioteca. Se ela fechar será uma perda incrível para pesquisadores, crianças e público em geral”, lamenta a professora.

“Não podemos aceitar que fechem a Biblioteca Parque! Espaço tão importante para Niterói, que garante o acesso à informação, democratização do livro e apoio à formação cidadã. Nós da Câmara Setorial de Bibliotecas, Literatura, Livro, Leitura e Arquivo apoiamos as manifestações e estamos juntos para manter a Biblioteca aberta para toda comunidade”, ressalta Danielle Fritzen, escritora, atriz e Conselheira de Cultura.

Segundo o diretor de Planejamento e Gestão do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IGD), Vinícius Capillé, os servidores contratados do IDG que trabalham na BP atuam com tanta paixão que não querem ver de maneira alguma essa biblioteca fechada. “O que temos certo até o momento é o funcionamento até o fim do mês. Ainda não temos a garantia do convênio com a Prefeitura de Niterói, muito menos com o Estado com essa crise toda”, afirma Capillé.

A Prefeitura de Niterói e a Secretaria de Estado de Cultura foram procuradas, mas até o momento não responderam.

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