Motorista de Uber é atingido por bala perdida em Niterói

Augusto Aguiar –

Sorte ou azar? A ocorrência registrada pelo motorista de aplicativos de transporte, Jairmar do Nascimento Dutra, na manhã desta terça-feira (15), na 72ª DP (Mutuá), pode ser avaliada das duas formas. Depois de atender a uma solicitação de uma passageira, no bairro de Tribobó, São Gonçalo, e retornar em direção a Niterói, ele entrou para a estatística de mais uma vítima de bale perdida ao passar pelo bairro da Engenhoca, na Zona Norte de Niterói. Há suspeita de que o disparo teria partido da comunidade Nova Brasília, onde estaria ocorrendo um tiroteio.

O motorista, que também trabalha como encanador industrial, foi atingido na boca e no braço, e chegou a pensar que iria morrer, mas conseguiu conduzir seu veículo até o Pronto Socorro de São Gonçalo (PSSG), onde foi medicado e liberado. A marca do tiro que feriu Jaimar ficou no para-brisa de seu veículo. Ele explicou que havia sido chamado para pegar uma passageira em Tribobó, seguiu pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), e quando retornou passou pela Engenhoca, onde possivelmente estaria ocorrendo um confronto na comunidade Nova Brasília. Em dado momento, quando passava nas imediações da comunidade, ouviu um forte barulho e logo percebeu que havia sido baleado. Desesperado, ainda procurou ajuda de um policial na rua e este o orientou a procurar o PSSG.

“Foi por volta das 06h50m. Me deslocava para casa da passageira. No caminho eu sempre passo ali pela Alameda. Nunca tinha passado por essas vias que passam ligam a Alameda com a João Brasil e São Gonçalo. Eu cheguei até perguntar se o trajeto era perigoso. A passageira afirmou que não era aconselhado a passar por ali à noite. Dois minutos depois, escutei um estouro e aí percebi minha boca sangrando. Fiquei em estado de choque. Coloquei a mão na boca, tirei um dente. Nunca tinha passado por um momento assim, nem assaltado. Quanto mais um tiro. Pensei que a bala tinha se alojado em algum lugar. Pensei que ia morrer e pensei logo na família. Sou casado há 20 anos, tenho três filhos. Estou há dois meses trabalhando com o aplicativo. Sou encanador industrial, e trabalho para a Petrobras. Faço sempre esse trajeto, venho de Itaboraí, pego alguém, venho pela Alameda São Boaventura para Niterói. Pego alguém para o Rio, trabalho por alá até umas 15h e depois volto pra casa. Agora vou ter que repor os dentes. Logo depois de ser atingido, parei numa barraquinha para lavar o rosto e retirar um pouco do sangue. Cheguei a falar com um policial, e ele disse que estaria ocorrendo confronto na comunidade. Foi ele que falou para eu procurar o hospital, na Praça Zé Garoto”, explicou o motorista, ainda com as roupas sujas de sangue, e tentando se refazer do grande susto”.

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